Imagem Social das Cooperativas

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Por que as cooperativas não tiram proveito da sua imagem social? Outras empresas fazem isso!

O mundo cooperativo está fechado em si mesmo. Precisamos vender nossa imagem, não só como elemento comercial, senão como entidade de fim social. As cooperativas fomentam o valor social, é fator intrínseco. Erramos, porque não levamos para comunidade essa imagem positiva. É importante dar conhecimento às pessoas o que são as cooperativas e a economia social.

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Princípios do Cooperativismo

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1 – Adesão voluntária e livre – Cooperativas são organizações voluntárias abertas para todas as pessoas aptas para usar seus serviços e dispostas a aceitar suas responsabilidades de sócio sem discriminação de gênero, social, racial, política ou religiosa.

2 – Gestão democrática pelos associados – as Cooperativas são organizações democráticas controladas por seus sócios, os quais participam ativamente no estabelecimento de suas políticas e nas tomadas de decisões. Homens e mulheres, eleitos pelos sócios, são responsáveis para com os sócios. Nas cooperativas singulares, os sócios têm igualdade na votação; as Cooperativas de outros graus são também organizadas de maneira democrática.

3 – Participação econômica dos associados – eles contribuem equitativamente e controlam democraticamente o capital de sua Cooperativa. Parte desse capital é usualmente propriedade comum da Cooperativa para seu desenvolvimento. Usualmente os sócios recebem juros limitados sobre o capital, como condição de sociedade.Os sócios destinam as sobras para os seguintes propósitos: desenvolvimento das Cooperativas, apoio a outras atividades aprovadas pelos sócios, redistribuição das sobras, na proporção das operações.

4 – Autonomia e Independência as Cooperativas são organizações autônomas de ajuda mútua. Entrando em acordo operacional com outras entidades, inclusive governamentais, ou recebendo capital de origem externa, elas devem fazer em termos que preservem o seu controle democrático pelos sócios e mantenham sua autonomia.

5 – Educação, formação e informação – as Cooperativas oferecem educação e treinamento para seus sócios, representantes eleitos, administradores e funcionários para que eles possam contribuir efetivamente para o seu desenvolvimento. Também informam o público em geral, particularmente os jovens e os líderes formadores de opinião sobre a natureza e os benefícios da cooperação.

6 – Intercooperação – as cooperativas atendem seus sócios mais efetivamente e fortalecem o movimento cooperativo trabalhando juntas, e de forma sistêmica, através de estruturas locais, regionais, nacionais e internacionais, através de Federações, Centrais, Confederações etc.

7 – Compromisso com a comunidade – as Cooperativas trabalham pelo desenvolvimento sustentável de suas comunidades, através de políticas aprovadas pelos seus membros, assumindo um papel de responsabilidade social junto a suas comunidades onde estão inseridas.

COOPERATIVAS: DESAFIOS

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(Tito Armando Rossi, Cooperativista, ex-presidente da Unimed Nordeste RS)

O Sistema Cooperativista tem sido propalado e reconhecido. Todavia, a superação das suas inerentes dificuldades está a demandar maiores estudos. Pode-se afirmar que a cooperativa é um sistema mais justo, porém, bastante sofisticado. Principalmente, quando se destina a um objetivo com maior complexidade, exige dos seus participantes integridade e competência.

A cooperativa difere da firma dita capitalista, onde poucas pessoas decidem de modo definitivo. Também, não é, apenas, um mutirão em que muitos trabalham ombro a ombro, sem uma estrutura jurídica a representá-los. A organização cooperativa é um sistema com as exigências de uma empresa e as de uma associação.

Como, empresa, precisa produzir resultados econômicos para oferecer aos sócios rendimentos justos pelo trabalho e segurança para o seu futuro. Para essas finalidades, necessita manter constante avaliação dos processos buscando otimizá-los, fidelizar a clientela com perspectivas de curto, médio e longo prazo, tendo em vista a concorrência atual e possíveis novos entrantes no setor.  É essencial que reserve recursos para investir em seu crescimento e inovar, evitando a estagnação. Tenha-se em conta que as inovações detêm grande potencial de rentabilidade, mas, oferecem maiores riscos. Conseqüentemente, a empresa deve medir os seus recursos e ter capacidade para aceitar prejuízos previamente estimados. As escolas de administração e a abundante literatura dirigida a empresas de modelo capitalista podem servir de base, desde que se façam as adaptações necessárias ao sistema.

A condição associativa das cooperativas representa o seu desafio superior. A dificuldade está em muitas pessoas com igual poder de voto chegar ao consenso em tempo hábil com respeito aos métodos, assim como sobre as vantagens e os sacrifícios que cabem a todos e a cada um.  Existe uma Diretoria ou Conselho responsável pelas decisões delegadas, entretanto, os julgamentos finais pertencem às assembléias. Uma questão fundamental é a boa escolha dos dirigentes. Ela depende de um hábil julgamento pelo conjunto dos sócios.  Ao escolher, é necessário levar em consideração, ao invés de manifestações de amizade, ter um temperamento agregador, conhecimentos básicos de legislação e de gestão.  Se os donos não estiverem dispostos a se dar o tempo indispensável para cuidar do que é seu, pouco poderão esperar. O acesso às informações é pré-requisito essencial para um bom julgamento. A maioria dos cooperados, mesmo sem pretender ocupar cargos de direção, deve conhecer a administração, assumindo como primeira condição transparência de ações. Não bastam comunicações “ex cáthedra”, sem possibilidade de reinquirições e eventuais contestações. O sistema necessita engendrar mecanismos para tornar obrigatório o diálogo constante entre a direção e o conjunto dos cooperados, aceitando-se com naturalidade manifestações das minorias. Há conveniência em ocorrer uma rotatividade nos nomes da direção, sem se deixar de reconhecer que a experiência adquirida e o talento constituem um capital construído pela empresa, o qual não pode ser desperdiçado. As competências se adquirem pela experiência, junto com o estudo e o acompanhamento da dinâmica empresarial. Considerado o porte da cooperativa, a concepção de um funcionamento apurado depende de adequada distribuição de atribuições entre a direção formada por sócios, também executores dos seus objetivos fins, e os gerentes e funcionários com funções administrativas e complementares. Fundamentalmente, para melhores resultados, a cooperativa depende do desenvolvimento de uma cultura de cooperação, onde os sócios procurem, em primeiro lugar, a saúde da empresa e o seu aprimoramento. Depois, ela irá distribuí-los.

Onde Todos Ganham

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(Pedro Inacio Mezzomo)

A forma de levar adiante uma relação é todos ganharem. É atitude cheia de bons sentimentos, mas difícil. A preocupação com o êxito do outro é difícil de aceitarmos, porque também é nossa preocupação termos êxito.

Devemos partir da segurança em nós mesmos, o que evita o sentimento de ameaça por outros. A segurança pessoal é fundamental para o sucesso das partes.