Educação Cooperativista

 

Destacamos apresentação feita pelo Presidente do IBRASCOOP, Edson Luiz Doncatto.

Assista o vídeo.

Economia Liberal

A economia mundial criou um caminho liberal, que se alarga cada vez mais. Observando o modo de operação empresarial, estamos também como essas empresas construindo um conjunto bem administrado e ciente da competitividade.

Competir exige criar mais e ser mais forte. Este é o ponto: Nos fazemos fortes e mais competitivos na medida que tivermos foco uniforme e na medida que a economia social trabalhar em conjunto, no auxílio mútuo, inclusive para melhor administrar e para competir com competência, ganhando espaço na comunidade.

De modo geral somos grupos sociais confiáveis, cujo objetivo maior é atender os nossos membros, oferecendo produtos e serviços de boa aceitação na comunidade.

No sistema cooperativo as diferenças ideológicas existem e cada qual tem o seu ponto de vista de conduzir a gestão. O importante é que utilizemos instrumentos de forma eficaz e de forma transparente, que em geral é o ponto forte das cooperativas. Precisamos ser dinâmicos e precisamos rejuvenescer os dirigentes e suas práticas.

Não significa que tenhamos que mudar tudo de um só golpe, o que está bom deve continuar na gestão que se atualiza.

Falta aos grupos de economia social serem mais incisivos na busca de apoio governamental, o que é difícil, em decorrência da degradação dos serviços públicos. Estes nos levaram a uma piora do nível social, pela pouca atenção recebida dos governos.

A inter cooperação e a união de maior número possível de entidades sociais para trabalhar por objetivos comuns, é necessária. Façamos parte!

7 DE JULHO, DIA INTERNACIONAL DO COOPERATIVISMO

Sociedades sustentáveis por meio da cooperação. 

No dia 7 de julho de 2018, cooperados de todo o mundo celebrarão o Dia Internacional das Cooperativas. Por meio do slogan Sociedades Sustentáveis através da cooperação, mostraremos que, graças aos nossos valores, princípios e estruturas de governança, as cooperativas possuem tanto sustentabilidade quanto resiliência em sua essência, já que o interesse pela comunidade é o sétimo de seus princípios orientadores. A Aliança Cooperativa Internacional está incentivando seus associados a usarem a hashtag #CoopsDay e o guia dos cooperados (versão em espanhol) para divulgar o evento.

“Nós representamos 1,2 bilhão de cooperados. Não há outro movimento econômico, social e político no mundo que, em menos de 200 anos, tenha crescido tanto quanto nós. Mas o crescimento não é o mais importante. Nós consumimos, produzimos e usamos os recursos que o planeta nos dá, de forma cuidadosa e com muito respeito ao meio ambiente e com as comunidades. É por isso que somos um parceiro fundamental para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas ”, afirma o presidente da Aliança Cooperativa Internacional, Ariel Guarco.

Sociedades sustentáveis são aquelas que correspondem aos limites ambientais, sociais e econômicos e conduzem ao crescimento. Por sua própria natureza, as cooperativas desempenham um papel triplo:

• Como atores econômicos, criam oportunidades de emprego, meios de subsistência e geração de renda;

• Como empresas centradas nas pessoas com objetivos sociais, contribuem para a igualdade e justiça social;

• Como instituições democráticas, são controladas por seus associados, desempenhando papel de liderança na sociedade e nas comunidades locais.

Muito nas mãos de poucos.

O abandono do campo, entendido como migração de pessoas das regiões interioranas para centros maiores ou grandes centros, é fato.

Vemos aqui o motivo principal: quase ausência de apoio público e quase inexistente investimento na infraestrutura para facilitação das atividades de produção e logística; e no atendimento às necessidades pessoais de educação, saúde, etc.

A migração para centros maiores é pela busca de emprego e pela facilidade de obter acesso à educação, à saúde, entre outros fatores.

A agricultura como motor mundial sofre a característica de permitir que grandes produtores (incluídas aqui grandes empresas), passem a dominar o setor. Maior produção com menor custo? Sim, porém com reduzida mão-de-obra.

Um desejado crescimento regional depende de incentivo governamental, dos diversos tipos, entre os quais, proteção em caso de riscos climáticos, logística para estoques e deslocamentos, medidas econômicas e fiscais incentivadoras.

Sofrem os grandes centros com a migração de populações, por ser necessário investir pesadamente em infraestrutura que atenda a mínima condição humana de moradia e de oportunidades.

Ricos x Cooperativas… Hoje!

 

 

Os pequenos suportando os grandes!

A concentração da riqueza em poucos multimilionários, é a maior já conhecida na história.  Com pequena parcela dessa riqueza poderia ser eliminada a pobreza extrema do mundo:  Mais de 80% da riqueza mundial concentrou em 1% dos mais ricos.

A diminuição das desigualdades exige que sejam disseminadas amplamente as oportunidades, os produtos e os serviços.

Outrossim, alguns empresários entendem que modelos de participação dos empregados resultam em comércio justo, obtendo melhores resultados com essa atitude.

Empresas de propriedade dos empregados geram maior crescimento e melhores salários. Muitos textos lembram o exemplo de Mondragon, uma cooperativa multinacional espanhola, onde atuam mais de 74.000 pessoas.

As decisões que se tomam de forma democrática facilitam a garantia de trabalho e pessoas melhor pagas, com equidade.

Na possibilidade de os políticos darem prioridade para financiar e fomentar modelos cooperativos, poderíamos ter melhores soluções para o setor, o que hoje não acontece. De modo contrário a fome fiscal não respeita nem a Constituição e nem as Leis que premiariam as cooperativas com alguns benefícios.

Resumindo Opiniões.

 

 

 

A solidariedade globalizada é um importante papel das Cooperativas:

Desenvolve comunidades locais; atua com soluções de bem-estar, sobretudo na área da saúde; sua economia tem mais relação com a justiça social; harmoniza o trabalho com a vida familiar, na maioria dos casos; investe em soluções colocando em comum os meios da atividade.

Ao oferecer melhores condições de negócios/trabalho estamos colaborando para o progresso do grupo de sócios e suas comunidades.

A história mostra que nos momentos difíceis a solução comunitária veio como cooperação mútua.

Podemos transformar a comunidade!

Os momentos desfavoráveis podem ser fator de transformação, permitindo que as cooperativas, com seu poder de integrar pessoas de mesmos objetivos, gerem resultados e se tornem mais eficazes, na conquista do bem comum.

Acima de tudo, permitem participação crítica dos seus sócios, podendo satisfazer suas necessidades, no todo ou em parte.

Melhores resultados obteríamos se o privado (cooperativas) tivesse mais facilidade de parceria com o público (municipal, estadual ou federal).  Não é a nossa realidade brasileira.  Ao contrário, os conflitos maiores das cooperativas são no seu relacionamento com o setor público, que até fugindo o que determina a Lei das Cooperativas e a Constituição, dificultam a gestão empresarial cooperativa.

Todos sabemos que no setor agropecuário está o forte do cooperativismo. Mas, lembremos das cooperativas de crédito, de trabalho, de saúde, entre outros ramos.

O setor saúde, citando como exemplo, na região nordeste do Rio Grande do Sul está impulsionando a melhoria técnica, oferecendo ambiente de trabalho mais confortável e oferta de maiores e melhores serviços, com a implantação de mais uma unidade, que é a ampliação do Hospital Unimed Nordeste RS, em Caxias do Sul. O foco desta ampliação é o atendimento ambulatorial e o atendimento materno-infantil. Áreas frágeis da região. Que apoio público temos?

Não tendo esse apoio, precisamos de uma construção coletiva, comunitária e solidária. Eis a dificuldade. Precisamos resolver os conflitos internos e externos, e entender que a discordância de opiniões não significa desconstrução. Pode ser, no entanto, fator de melhoria e maior participação. Afinal, o exercício democrático também é solidariedade. E permite reinventar o momento difícil que todos estamos acompanhando.

Não somos obrigados a querer transformar o planeta

 

“Não somos obrigados a querer transformar o planeta, basta querer mudar as coisas erradas onde estivermos.” Monique Coleman

 

É notório que na economia moderna o desequilíbrio social está crescendo. Esta disparidade entrega o exercício do poder ao dinheiro, honestamente adquirido ou, na atual situação brasileira, ao desonestamente obtido. Estes desonestos se intitulam formadores de opinião e defensores do povo, em verdade são forjadores de ilusões.

Difícil viver um ambiente saudável, de altruísmo, de amizade, de união, quando o momento é de jogos de interesse, de oposição ao coletivo, de só querer possuir. Sem moral.

Cada um de nós deve ter o seu direito à educação, à saúde, ao trabalho, a ser um indivíduo digno. Isso só alcançaremos pela solidariedade, pela honestidade conosco e com os outros.

Repensar o cooperativismo deve fazer parte do nosso momento, atuar no desenvolvimento da comunidade e na esperança das pessoas, para podermos atingir o destino que queremos.

Cada um assumindo sua responsabilidade: Critique, mas trabalhe para melhorar!

Encontro das Cooperativas em Quebec

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Em outubro de 2016 aconteceu em Quebec (Canadá) a 3ª Reunião Internacional de Cooperativas, sob os cuidados da Aliança Cooperativa Internacional.

O foco do encontro foi o “poder de atuar”. Lembrando que a importância do movimento cooperativo se destaca por se compor de mais de 2,5 milhões de empresas, por mais de um bilhão de sócios, e por movimentar 15 % da economia mundial.

O acesso à assistência sanitária e aos serviços sociais foi uma das áreas centrais do evento, junto com outros pontos como emprego, alimentação, pobreza, inclusão financeira, mudanças climáticas, desenvolvimento sustentável.

Houve comprometimento em levar melhor distribuição geográfica dos serviços, em benefício a áreas menos favorecidas, e incentivar a prevenção na saúde.

Também foi abordado o assunto colaboração entre cooperativas de saúde e as administrações públicas, e a gestão compartilhada entre usuários e profissionais da saúde.

Portanto, nosso setor continua participativo e importante, nos incentivando a continuar.

Cooperativas em perigo

Número de OPS ativas
Número de OPS ativas – Clique no gráfico para ampliar.

Há uma grande preocupação, no meio médico e entre clientes de Operadoras de Planos de Saúde, sobre a viabilidade das Cooperativas Médicas. Cabe lembrar que quando foi instituída a Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS – pela Lei nº 9.961, de 28 de janeiro de 2000, existiam cerca de duas mil Operadoras de Planos de Saúde, num ambiente sem controle algum. Em março de 2016 estavam em atividade apenas 806, sendo 349 Cooperativas Unimed. Quantas das operadoras do ano 2000 que saíram do mercado eram cooperativas médicas Unimed?

Portanto, é descabido dizer que o sistema cooperativo de saúde está definhando. Temos dificuldades, internas e externas, nada diferentes de outras empresas, considerando principalmente a situação difícil do país.

Lembrar que as Unimeds formam uma rede ampla em toda extensão brasileira.

Essas dificuldades exigem comprometimento dos cooperados para gerar propostas e resultados positivos.

Resistimos porque vivemos a própria comunidade, porque as cooperativas de saúde são a maior oportunidade de trabalho na região sul do Brasil, porque os clientes apoiam a qualificação e os investimentos para o seu bem.