Ricos x Cooperativas… Hoje!

 

 

Os pequenos suportando os grandes!

A concentração da riqueza em poucos multimilionários, é a maior já conhecida na história.  Com pequena parcela dessa riqueza poderia ser eliminada a pobreza extrema do mundo:  Mais de 80% da riqueza mundial concentrou em 1% dos mais ricos.

A diminuição das desigualdades exige que sejam disseminadas amplamente as oportunidades, os produtos e os serviços.

Outrossim, alguns empresários entendem que modelos de participação dos empregados resultam em comércio justo, obtendo melhores resultados com essa atitude.

Empresas de propriedade dos empregados geram maior crescimento e melhores salários. Muitos textos lembram o exemplo de Mondragon, uma cooperativa multinacional espanhola, onde atuam mais de 74.000 pessoas.

As decisões que se tomam de forma democrática facilitam a garantia de trabalho e pessoas melhor pagas, com equidade.

Na possibilidade de os políticos darem prioridade para financiar e fomentar modelos cooperativos, poderíamos ter melhores soluções para o setor, o que hoje não acontece. De modo contrário a fome fiscal não respeita nem a Constituição e nem as Leis que premiariam as cooperativas com alguns benefícios.

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DESPREPARO DOS SÓCIOS NAS COOPERATIVAS

Opinião do Dr. Tito Armando Rossi*

A partir de meados do século XVI o sistema mercantilista de economia dominada absolutamente pela monarquia foi sendo substituído pelo capitalismo em que os meios de produção pertencem ao capital. Esse sistema permite o surgimento de inúmeros empreendimentos através da livre iniciativa competindo entre si pela preferência de consumidores. Sua força maior está na produtividade pelo estímulo superior ao investimento em trabalho e recursos naqueles projetos que se evidenciam lucrativos. Seu inconveniente está em que a divisão entre proprietários controladores e trabalhadores assalariados tende a provocar grande desequilíbrio econômico, apenas, precariamente ressarcido por benefícios sociais.

A contestação mais radical a esse sistema surgiu com a doutrina comunista adotada pela União Soviética a partir de 1922. Ela tem como características principais o monopólio dos meios de produção pelo Estado e submissão a um Partido Único. A falta de liberdade, corrupção e incapacidade para atender as demandas da população conduziram à derrocada.

Nas empresas de economia mista se combinam recursos do Estado com os de particulares. O sistema pode apresentar as vantagens de ambas empresas, todavia, frequentemente registra os seus maiores vícios.

O cooperativismo moderno surgiu na Inglaterra na década de 1840. Caracteriza-se fundamentalmente pela constituição de empresas por seus próprios executores que têm peso igual nas votações e recebem o retorno das sobras operacionais proporcionalmente à produção de cada um. A nossa legislação cooperativista, ao ser elaborada, considerou as cooperativas como um sistema auxiliar. Conquanto bem concebida, tende a restringir seu desenvolvimento. Atualmente, considerando os diversos ramos e proficiências que as cooperativas passaram a abranger, a lei deveria ser adequada com a agregação de novas sublegendas e prerrogativas.

O sistema cooperativista é democratizante, com potencial superior para oferecer equilíbrio entre os participantes. Pode-se afirmar que seu crescimento se dá em velocidade inferior ao que seria desejável. A maior dificuldade, talvez, resida no despreparo por parte dos próprios sócios para o sistema. Nossa cultura estabelece para os não dirigentes papel somente reivindicatório, contrário à posição de quem tem o poder de decidir. Entre outras condições, é preciso dispor-se a deliberar com responsabilidade, principalmente em situações de perdas.

Nessas circunstâncias, o IBRASCOOP merece a maior consideração. Possivelmente, não haja fator mais relevante para conquista de uma sociedade progressista e harmônica do que o alcance de uma cultura cujo esboço preponderante seja o da cooperação.

*Tito Armando Rossi é cooperativista, tendo produzido livros e artigos importantes sobre cooperativismo. Foi presidente da Unimed Nordeste RS, e um dos seus fundadores.

Função do Cooperado, Direitos e Deveres

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O Cooperado tem a função de dono e usuário da sua sociedade. Vai além, é responsável pela execução dos objetivos definidos em estatuto.

O Cooperado deve se organizar em Comitês, Conselhos, Núcleos, Comissões contribuindo com a administração para que esta tome as decisões corretas e representativas da vontade da maioria dos sócios, para que esta não tome decisões pessoais.

Todos devem decidir, para que tenha mais eficiência, controle interno e comunicação saudável. Sendo dono, preciso saber e preciso participar.

Alguns dos deveres: Participar das Assembleias, acatar decisões da maioria, votar, denunciar falhas, estar informado a respeito da Cooperativa, participar de eventos de educação cooperativista e complementar ao objeto social. Minha Cooperativa exige qualidade nos serviços que presto, portanto, deve ser facilitadora na obtenção de maior conhecimento.

E, alguns dos direitos: Receber retorno proporcional às operações, examinar documentos, solicitar esclarecimentos à Diretoria e Conselhos, defender suas ideias, ter apoio educacional e social para um futuro mais estável.

Precisamos entender a dimensão e a importância da cooperativa, e o quanto dependemos dela. É PRECISO DEFENDER IDEIAS E PARTICIPAR.

( Contato: pimezzomo@yahoo.com.br )

 

Princípios do Cooperativismo

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1 – Adesão voluntária e livre – Cooperativas são organizações voluntárias abertas para todas as pessoas aptas para usar seus serviços e dispostas a aceitar suas responsabilidades de sócio sem discriminação de gênero, social, racial, política ou religiosa.

2 – Gestão democrática pelos associados – as Cooperativas são organizações democráticas controladas por seus sócios, os quais participam ativamente no estabelecimento de suas políticas e nas tomadas de decisões. Homens e mulheres, eleitos pelos sócios, são responsáveis para com os sócios. Nas cooperativas singulares, os sócios têm igualdade na votação; as Cooperativas de outros graus são também organizadas de maneira democrática.

3 – Participação econômica dos associados – eles contribuem equitativamente e controlam democraticamente o capital de sua Cooperativa. Parte desse capital é usualmente propriedade comum da Cooperativa para seu desenvolvimento. Usualmente os sócios recebem juros limitados sobre o capital, como condição de sociedade.Os sócios destinam as sobras para os seguintes propósitos: desenvolvimento das Cooperativas, apoio a outras atividades aprovadas pelos sócios, redistribuição das sobras, na proporção das operações.

4 – Autonomia e Independência as Cooperativas são organizações autônomas de ajuda mútua. Entrando em acordo operacional com outras entidades, inclusive governamentais, ou recebendo capital de origem externa, elas devem fazer em termos que preservem o seu controle democrático pelos sócios e mantenham sua autonomia.

5 – Educação, formação e informação – as Cooperativas oferecem educação e treinamento para seus sócios, representantes eleitos, administradores e funcionários para que eles possam contribuir efetivamente para o seu desenvolvimento. Também informam o público em geral, particularmente os jovens e os líderes formadores de opinião sobre a natureza e os benefícios da cooperação.

6 – Intercooperação – as cooperativas atendem seus sócios mais efetivamente e fortalecem o movimento cooperativo trabalhando juntas, e de forma sistêmica, através de estruturas locais, regionais, nacionais e internacionais, através de Federações, Centrais, Confederações etc.

7 – Compromisso com a comunidade – as Cooperativas trabalham pelo desenvolvimento sustentável de suas comunidades, através de políticas aprovadas pelos seus membros, assumindo um papel de responsabilidade social junto a suas comunidades onde estão inseridas.