Unimed Central de Serviços – RS, nova sede.

A Unimed Central de Serviços – RS fez hoje um evento de apresentação da nova sede própria, localizada no Bairro Niterói, em Canoas, RS. Completa mais uma fase que iniciou em 1997. Estamos felizes por termos participado, humildemente, dessa evolução. Saudamos todo o grupo de trabalho através da direção atual dos Drs Jorge Robinson, Luiz Thomé e Paulo Gonçalves.

A Unimed Central de Serviços – RS é uma sociedade simples de responsabilidade limitada, com forma e características jurídicas próprias de uma Cooperativa de segundo grau, de natureza civil, capital fechado e sem escopo lucrativo. Foi fundada em 13 de dezembro de 1997 e está localizada em Canoas, no Bairro Niterói.

Conheça cada Programa da Unimed Central de Serviços – RS:

I – PROGEAB (Programa de Gestão de Abastecimento): proporciona redução de preços de medicamentos e materiais hospitalares, garantindo a origem e a qualidade dos produtos e gerando economia para os serviços próprios e credenciados das Filiadas, reduzindo custos assistenciais.

II – PROGEPRO (Programa de Gestão de Procedimentos Médicos): objetiva agilizar, padronizar e gerenciar a realização de procedimentos médicos, especialmente os de maior complexidade e de maior custo, com garantia de qualidade para os pacientes e redução dos custos assistenciais para as Filiadas.

III – PROGESERV (O Programa de Gestão de Serviços de Saúde): objetiva otimizar os recursos existentes, próprios ou credenciados, como hospitais, pronto-atendimentos, clínicas e laboratórios, buscando redução dos custos assistenciais das Filiadas.

IV- PROGETEC (Programa de Gestão de Tecnologia da Informação): objetiva oferecer soluções inovadoras e prestar serviços tecnológicos qualificados às Filiadas, buscando melhoria dos processos e da gestão das mesmas, com redução dos custos operacionais.

A Unimed Central RS atua em nome de 28 singulares e uma Federação no Estado do Rio Grande do Sul, representando os interesses de 12 mil Médicos Cooperados, Clínicas e Serviços Credenciados, beneficiando uma população de mais de 1.500.000 usuários.

7 DE JULHO, DIA INTERNACIONAL DO COOPERATIVISMO

Sociedades sustentáveis por meio da cooperação. 

No dia 7 de julho de 2018, cooperados de todo o mundo celebrarão o Dia Internacional das Cooperativas. Por meio do slogan Sociedades Sustentáveis através da cooperação, mostraremos que, graças aos nossos valores, princípios e estruturas de governança, as cooperativas possuem tanto sustentabilidade quanto resiliência em sua essência, já que o interesse pela comunidade é o sétimo de seus princípios orientadores. A Aliança Cooperativa Internacional está incentivando seus associados a usarem a hashtag #CoopsDay e o guia dos cooperados (versão em espanhol) para divulgar o evento.

“Nós representamos 1,2 bilhão de cooperados. Não há outro movimento econômico, social e político no mundo que, em menos de 200 anos, tenha crescido tanto quanto nós. Mas o crescimento não é o mais importante. Nós consumimos, produzimos e usamos os recursos que o planeta nos dá, de forma cuidadosa e com muito respeito ao meio ambiente e com as comunidades. É por isso que somos um parceiro fundamental para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas ”, afirma o presidente da Aliança Cooperativa Internacional, Ariel Guarco.

Sociedades sustentáveis são aquelas que correspondem aos limites ambientais, sociais e econômicos e conduzem ao crescimento. Por sua própria natureza, as cooperativas desempenham um papel triplo:

• Como atores econômicos, criam oportunidades de emprego, meios de subsistência e geração de renda;

• Como empresas centradas nas pessoas com objetivos sociais, contribuem para a igualdade e justiça social;

• Como instituições democráticas, são controladas por seus associados, desempenhando papel de liderança na sociedade e nas comunidades locais.

De 32 para 1200 sócios

No ano de 2017 a Unimed Nordeste RS (com sede em Caxias do Sul, e abrangendo 17 municípios), completou 45 anos de atividade ininterrupta.

Começou em 1972 com 32 sócios médicos (hoje são mais de 1200), sendo a 41ª Unimed criada sob o espírito cooperativista.

Elaborei um Mapa Mental descrevendo as principais informações desse período, o que mostra os bons resultados obtidos pela Cooperativa, que atua como Operadora de Plano de Saúde, sendo a segunda maior do estado do Rio Grande do Sul.

Clique o endereço a seguir:  https://www.goconqr.com/pt-BR/p/3085169

ou veja a figura abaixo:

DESPREPARO DOS SÓCIOS NAS COOPERATIVAS

Opinião do Dr. Tito Armando Rossi*

A partir de meados do século XVI o sistema mercantilista de economia dominada absolutamente pela monarquia foi sendo substituído pelo capitalismo em que os meios de produção pertencem ao capital. Esse sistema permite o surgimento de inúmeros empreendimentos através da livre iniciativa competindo entre si pela preferência de consumidores. Sua força maior está na produtividade pelo estímulo superior ao investimento em trabalho e recursos naqueles projetos que se evidenciam lucrativos. Seu inconveniente está em que a divisão entre proprietários controladores e trabalhadores assalariados tende a provocar grande desequilíbrio econômico, apenas, precariamente ressarcido por benefícios sociais.

A contestação mais radical a esse sistema surgiu com a doutrina comunista adotada pela União Soviética a partir de 1922. Ela tem como características principais o monopólio dos meios de produção pelo Estado e submissão a um Partido Único. A falta de liberdade, corrupção e incapacidade para atender as demandas da população conduziram à derrocada.

Nas empresas de economia mista se combinam recursos do Estado com os de particulares. O sistema pode apresentar as vantagens de ambas empresas, todavia, frequentemente registra os seus maiores vícios.

O cooperativismo moderno surgiu na Inglaterra na década de 1840. Caracteriza-se fundamentalmente pela constituição de empresas por seus próprios executores que têm peso igual nas votações e recebem o retorno das sobras operacionais proporcionalmente à produção de cada um. A nossa legislação cooperativista, ao ser elaborada, considerou as cooperativas como um sistema auxiliar. Conquanto bem concebida, tende a restringir seu desenvolvimento. Atualmente, considerando os diversos ramos e proficiências que as cooperativas passaram a abranger, a lei deveria ser adequada com a agregação de novas sublegendas e prerrogativas.

O sistema cooperativista é democratizante, com potencial superior para oferecer equilíbrio entre os participantes. Pode-se afirmar que seu crescimento se dá em velocidade inferior ao que seria desejável. A maior dificuldade, talvez, resida no despreparo por parte dos próprios sócios para o sistema. Nossa cultura estabelece para os não dirigentes papel somente reivindicatório, contrário à posição de quem tem o poder de decidir. Entre outras condições, é preciso dispor-se a deliberar com responsabilidade, principalmente em situações de perdas.

Nessas circunstâncias, o IBRASCOOP merece a maior consideração. Possivelmente, não haja fator mais relevante para conquista de uma sociedade progressista e harmônica do que o alcance de uma cultura cujo esboço preponderante seja o da cooperação.

*Tito Armando Rossi é cooperativista, tendo produzido livros e artigos importantes sobre cooperativismo. Foi presidente da Unimed Nordeste RS, e um dos seus fundadores.

Ariel Guarco é o novo presidente da Aliança Cooperativa Internacional

A Assembleia realizada em Kuala Lumpur conduziu o argentino Ariel Guarco à presidência da Aliança Cooperativa Internacional.

Clique no endereço abaixo:

http://www.cooperar.coop/ariel-guarco-es-el-nuevo-presidente-de-la-alianza-cooperativa-internacional/

Espírito Cooperativo

A Aliança Cooperativa Internacional (ACI), organiza neste mês de novembro de 2017, a sua Assembleia Geral, este ano na Malásia.
É um programa intenso de assuntos variados e importantes, tratando das atualizações que precisamos incrementar nas Cooperativas.
O foco principal do encontro, e o próprio título traz a frase “Cooperativas: Colocando as pessoas no centro do desenvolvimento.”
Esta é a frase que muitas Cooperativas não aplicam no seu dia a dia. Estamos interessados mais em cuidar as Cooperativas como empresa e sua administração, do que Cooperativas como um grupo de pessoas de interesses comuns, buscando progredir e melhorar suas condições de vida (através da produção e consequente ganho, obviamente).
É necessário reativar o espírito cooperativo!

Podemos transformar a comunidade!

Os momentos desfavoráveis podem ser fator de transformação, permitindo que as cooperativas, com seu poder de integrar pessoas de mesmos objetivos, gerem resultados e se tornem mais eficazes, na conquista do bem comum.

Acima de tudo, permitem participação crítica dos seus sócios, podendo satisfazer suas necessidades, no todo ou em parte.

Melhores resultados obteríamos se o privado (cooperativas) tivesse mais facilidade de parceria com o público (municipal, estadual ou federal).  Não é a nossa realidade brasileira.  Ao contrário, os conflitos maiores das cooperativas são no seu relacionamento com o setor público, que até fugindo o que determina a Lei das Cooperativas e a Constituição, dificultam a gestão empresarial cooperativa.

Todos sabemos que no setor agropecuário está o forte do cooperativismo. Mas, lembremos das cooperativas de crédito, de trabalho, de saúde, entre outros ramos.

O setor saúde, citando como exemplo, na região nordeste do Rio Grande do Sul está impulsionando a melhoria técnica, oferecendo ambiente de trabalho mais confortável e oferta de maiores e melhores serviços, com a implantação de mais uma unidade, que é a ampliação do Hospital Unimed Nordeste RS, em Caxias do Sul. O foco desta ampliação é o atendimento ambulatorial e o atendimento materno-infantil. Áreas frágeis da região. Que apoio público temos?

Não tendo esse apoio, precisamos de uma construção coletiva, comunitária e solidária. Eis a dificuldade. Precisamos resolver os conflitos internos e externos, e entender que a discordância de opiniões não significa desconstrução. Pode ser, no entanto, fator de melhoria e maior participação. Afinal, o exercício democrático também é solidariedade. E permite reinventar o momento difícil que todos estamos acompanhando.

Encontro das Cooperativas em Quebec

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Em outubro de 2016 aconteceu em Quebec (Canadá) a 3ª Reunião Internacional de Cooperativas, sob os cuidados da Aliança Cooperativa Internacional.

O foco do encontro foi o “poder de atuar”. Lembrando que a importância do movimento cooperativo se destaca por se compor de mais de 2,5 milhões de empresas, por mais de um bilhão de sócios, e por movimentar 15 % da economia mundial.

O acesso à assistência sanitária e aos serviços sociais foi uma das áreas centrais do evento, junto com outros pontos como emprego, alimentação, pobreza, inclusão financeira, mudanças climáticas, desenvolvimento sustentável.

Houve comprometimento em levar melhor distribuição geográfica dos serviços, em benefício a áreas menos favorecidas, e incentivar a prevenção na saúde.

Também foi abordado o assunto colaboração entre cooperativas de saúde e as administrações públicas, e a gestão compartilhada entre usuários e profissionais da saúde.

Portanto, nosso setor continua participativo e importante, nos incentivando a continuar.

Cooperativas em perigo

Número de OPS ativas
Número de OPS ativas – Clique no gráfico para ampliar.

Há uma grande preocupação, no meio médico e entre clientes de Operadoras de Planos de Saúde, sobre a viabilidade das Cooperativas Médicas. Cabe lembrar que quando foi instituída a Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS – pela Lei nº 9.961, de 28 de janeiro de 2000, existiam cerca de duas mil Operadoras de Planos de Saúde, num ambiente sem controle algum. Em março de 2016 estavam em atividade apenas 806, sendo 349 Cooperativas Unimed. Quantas das operadoras do ano 2000 que saíram do mercado eram cooperativas médicas Unimed?

Portanto, é descabido dizer que o sistema cooperativo de saúde está definhando. Temos dificuldades, internas e externas, nada diferentes de outras empresas, considerando principalmente a situação difícil do país.

Lembrar que as Unimeds formam uma rede ampla em toda extensão brasileira.

Essas dificuldades exigem comprometimento dos cooperados para gerar propostas e resultados positivos.

Resistimos porque vivemos a própria comunidade, porque as cooperativas de saúde são a maior oportunidade de trabalho na região sul do Brasil, porque os clientes apoiam a qualificação e os investimentos para o seu bem.