7 DE JULHO, DIA INTERNACIONAL DO COOPERATIVISMO

Sociedades sustentáveis por meio da cooperação. 

No dia 7 de julho de 2018, cooperados de todo o mundo celebrarão o Dia Internacional das Cooperativas. Por meio do slogan Sociedades Sustentáveis através da cooperação, mostraremos que, graças aos nossos valores, princípios e estruturas de governança, as cooperativas possuem tanto sustentabilidade quanto resiliência em sua essência, já que o interesse pela comunidade é o sétimo de seus princípios orientadores. A Aliança Cooperativa Internacional está incentivando seus associados a usarem a hashtag #CoopsDay e o guia dos cooperados (versão em espanhol) para divulgar o evento.

“Nós representamos 1,2 bilhão de cooperados. Não há outro movimento econômico, social e político no mundo que, em menos de 200 anos, tenha crescido tanto quanto nós. Mas o crescimento não é o mais importante. Nós consumimos, produzimos e usamos os recursos que o planeta nos dá, de forma cuidadosa e com muito respeito ao meio ambiente e com as comunidades. É por isso que somos um parceiro fundamental para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas ”, afirma o presidente da Aliança Cooperativa Internacional, Ariel Guarco.

Sociedades sustentáveis são aquelas que correspondem aos limites ambientais, sociais e econômicos e conduzem ao crescimento. Por sua própria natureza, as cooperativas desempenham um papel triplo:

• Como atores econômicos, criam oportunidades de emprego, meios de subsistência e geração de renda;

• Como empresas centradas nas pessoas com objetivos sociais, contribuem para a igualdade e justiça social;

• Como instituições democráticas, são controladas por seus associados, desempenhando papel de liderança na sociedade e nas comunidades locais.

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Muito nas mãos de poucos.

O abandono do campo, entendido como migração de pessoas das regiões interioranas para centros maiores ou grandes centros, é fato.

Vemos aqui o motivo principal: quase ausência de apoio público e quase inexistente investimento na infraestrutura para facilitação das atividades de produção e logística; e no atendimento às necessidades pessoais de educação, saúde, etc.

A migração para centros maiores é pela busca de emprego e pela facilidade de obter acesso à educação, à saúde, entre outros fatores.

A agricultura como motor mundial sofre a característica de permitir que grandes produtores (incluídas aqui grandes empresas), passem a dominar o setor. Maior produção com menor custo? Sim, porém com reduzida mão-de-obra.

Um desejado crescimento regional depende de incentivo governamental, dos diversos tipos, entre os quais, proteção em caso de riscos climáticos, logística para estoques e deslocamentos, medidas econômicas e fiscais incentivadoras.

Sofrem os grandes centros com a migração de populações, por ser necessário investir pesadamente em infraestrutura que atenda a mínima condição humana de moradia e de oportunidades.

Ricos x Cooperativas… Hoje!

 

 

Os pequenos suportando os grandes!

A concentração da riqueza em poucos multimilionários, é a maior já conhecida na história.  Com pequena parcela dessa riqueza poderia ser eliminada a pobreza extrema do mundo:  Mais de 80% da riqueza mundial concentrou em 1% dos mais ricos.

A diminuição das desigualdades exige que sejam disseminadas amplamente as oportunidades, os produtos e os serviços.

Outrossim, alguns empresários entendem que modelos de participação dos empregados resultam em comércio justo, obtendo melhores resultados com essa atitude.

Empresas de propriedade dos empregados geram maior crescimento e melhores salários. Muitos textos lembram o exemplo de Mondragon, uma cooperativa multinacional espanhola, onde atuam mais de 74.000 pessoas.

As decisões que se tomam de forma democrática facilitam a garantia de trabalho e pessoas melhor pagas, com equidade.

Na possibilidade de os políticos darem prioridade para financiar e fomentar modelos cooperativos, poderíamos ter melhores soluções para o setor, o que hoje não acontece. De modo contrário a fome fiscal não respeita nem a Constituição e nem as Leis que premiariam as cooperativas com alguns benefícios.

Resumindo Opiniões.

 

 

 

A solidariedade globalizada é um importante papel das Cooperativas:

Desenvolve comunidades locais; atua com soluções de bem-estar, sobretudo na área da saúde; sua economia tem mais relação com a justiça social; harmoniza o trabalho com a vida familiar, na maioria dos casos; investe em soluções colocando em comum os meios da atividade.

Ao oferecer melhores condições de negócios/trabalho estamos colaborando para o progresso do grupo de sócios e suas comunidades.

A história mostra que nos momentos difíceis a solução comunitária veio como cooperação mútua.

DESPREPARO DOS SÓCIOS NAS COOPERATIVAS

Opinião do Dr. Tito Armando Rossi*

A partir de meados do século XVI o sistema mercantilista de economia dominada absolutamente pela monarquia foi sendo substituído pelo capitalismo em que os meios de produção pertencem ao capital. Esse sistema permite o surgimento de inúmeros empreendimentos através da livre iniciativa competindo entre si pela preferência de consumidores. Sua força maior está na produtividade pelo estímulo superior ao investimento em trabalho e recursos naqueles projetos que se evidenciam lucrativos. Seu inconveniente está em que a divisão entre proprietários controladores e trabalhadores assalariados tende a provocar grande desequilíbrio econômico, apenas, precariamente ressarcido por benefícios sociais.

A contestação mais radical a esse sistema surgiu com a doutrina comunista adotada pela União Soviética a partir de 1922. Ela tem como características principais o monopólio dos meios de produção pelo Estado e submissão a um Partido Único. A falta de liberdade, corrupção e incapacidade para atender as demandas da população conduziram à derrocada.

Nas empresas de economia mista se combinam recursos do Estado com os de particulares. O sistema pode apresentar as vantagens de ambas empresas, todavia, frequentemente registra os seus maiores vícios.

O cooperativismo moderno surgiu na Inglaterra na década de 1840. Caracteriza-se fundamentalmente pela constituição de empresas por seus próprios executores que têm peso igual nas votações e recebem o retorno das sobras operacionais proporcionalmente à produção de cada um. A nossa legislação cooperativista, ao ser elaborada, considerou as cooperativas como um sistema auxiliar. Conquanto bem concebida, tende a restringir seu desenvolvimento. Atualmente, considerando os diversos ramos e proficiências que as cooperativas passaram a abranger, a lei deveria ser adequada com a agregação de novas sublegendas e prerrogativas.

O sistema cooperativista é democratizante, com potencial superior para oferecer equilíbrio entre os participantes. Pode-se afirmar que seu crescimento se dá em velocidade inferior ao que seria desejável. A maior dificuldade, talvez, resida no despreparo por parte dos próprios sócios para o sistema. Nossa cultura estabelece para os não dirigentes papel somente reivindicatório, contrário à posição de quem tem o poder de decidir. Entre outras condições, é preciso dispor-se a deliberar com responsabilidade, principalmente em situações de perdas.

Nessas circunstâncias, o IBRASCOOP merece a maior consideração. Possivelmente, não haja fator mais relevante para conquista de uma sociedade progressista e harmônica do que o alcance de uma cultura cujo esboço preponderante seja o da cooperação.

*Tito Armando Rossi é cooperativista, tendo produzido livros e artigos importantes sobre cooperativismo. Foi presidente da Unimed Nordeste RS, e um dos seus fundadores.

Espírito Cooperativo

A Aliança Cooperativa Internacional (ACI), organiza neste mês de novembro de 2017, a sua Assembleia Geral, este ano na Malásia.
É um programa intenso de assuntos variados e importantes, tratando das atualizações que precisamos incrementar nas Cooperativas.
O foco principal do encontro, e o próprio título traz a frase “Cooperativas: Colocando as pessoas no centro do desenvolvimento.”
Esta é a frase que muitas Cooperativas não aplicam no seu dia a dia. Estamos interessados mais em cuidar as Cooperativas como empresa e sua administração, do que Cooperativas como um grupo de pessoas de interesses comuns, buscando progredir e melhorar suas condições de vida (através da produção e consequente ganho, obviamente).
É necessário reativar o espírito cooperativo!

Brasil, celeiro do mundo.

Referido como o “celeiro do mundo”, o Brasil recebe 50% de seus alimentos das 1.543 cooperativas agrícolas do país. O setor cooperativo emprega 361 mil pessoas e 6,2% dos brasileiros estão associados a uma cooperativa. Mais de 70% do consumo alimentar do país é doméstico. Além disso, as cooperativas são responsáveis ​​por mais de US $ 5,2 bilhões em exportações.

Não somos obrigados a querer transformar o planeta

 

“Não somos obrigados a querer transformar o planeta, basta querer mudar as coisas erradas onde estivermos.” Monique Coleman

 

É notório que na economia moderna o desequilíbrio social está crescendo. Esta disparidade entrega o exercício do poder ao dinheiro, honestamente adquirido ou, na atual situação brasileira, ao desonestamente obtido. Estes desonestos se intitulam formadores de opinião e defensores do povo, em verdade são forjadores de ilusões.

Difícil viver um ambiente saudável, de altruísmo, de amizade, de união, quando o momento é de jogos de interesse, de oposição ao coletivo, de só querer possuir. Sem moral.

Cada um de nós deve ter o seu direito à educação, à saúde, ao trabalho, a ser um indivíduo digno. Isso só alcançaremos pela solidariedade, pela honestidade conosco e com os outros.

Repensar o cooperativismo deve fazer parte do nosso momento, atuar no desenvolvimento da comunidade e na esperança das pessoas, para podermos atingir o destino que queremos.

Cada um assumindo sua responsabilidade: Critique, mas trabalhe para melhorar!

Cooperativas em Tempo de Crise

Tempos difíceis

Tempos difíceis!

O momento brasileiro, todos sabemos e sentimos, é de crise. Um dos pontos de impacto é a dificuldade de conseguir ou manter o emprego e a produção.

As cooperativas, sendo uma associação de pessoas com interesses comuns, pode ser um caminho alternativo. É uma forma democrática, com a participação livre dos sócios, aos quais presta serviços, sem fins lucrativos. É uma forma de empreendimento que visa facilitar o acesso aos mercados, de forma organizada, aos associados.

Podemos participar de diversos modelos de cooperativa, entre elas:

Cooperativa de consumo – tem o objetivo de facilitar a compra em grupo, a preços menores.

Cooperativa de crédito – funciona como banco, porém com mais facilidade para a obtenção de crédito, com encargos menores que os praticados pelos bancos.

Cooperativa de produção – permite que cada sócio some sua produtividade com os cooperados e amplie a possibilidade de acesso aos mercados concorrentes.

Cooperativa de trabalho – promove a aglutinação de forças para oferecer serviços de qualidade à comunidade e com retorno financeiro compatível. Abre maior mercado de trabalho, principalmente no período inicial de ingresso, quando não se é conhecido na comunidade.

As cooperativas apresentam algumas características importantes que devem ser conhecidas de todos, principalmente dos sócios:

  • É uma sociedade de pessoas.
  • O objetivo principal é a prestação de serviços.
  • Pode ter um número ilimitado de cooperados.
  • O controle é democrático: uma pessoa, um voto.
  • Nas assembleias, o quórum é baseado no número de cooperados.
  • Não é permitida a transferência das quotas-par­tes a terceiros, estranhos à sociedade.
  • Retorno proporcional ao valor das operações.
  • Não está sujeita à falência.
  • Constitui-se por intermédio da assembleia dos fundadores ou por instrumento público, e seus atos constitutivos devem ser arquivados na Jun­ta Comercial e publicados.
  • Devem ostentar a expressão “cooperativa” em sua denominação.
  • Neutralidade política e não discriminação religiosa, social e racial.
  • Indivisibilidade do fundo de reserva entre os sócios, ainda que em caso de dissolução da sociedade.

Muitas empresas com dificuldades financeiras, viabilizaram sua continuidade através da formação de uma cooperativa. É uma alternativa para manter em funcionamento as atividades. Os cooperados ficam responsáveis pela gestão e conservam sua remuneração, e os donos da propriedade recebem aluguel pela propriedade.

Cooperativa, opção em tempo de crise!

Cooperativas de Saúde x Serviço Público

 

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Ainda que existam elogiáveis exceções no Serviço Público de Saúde, de modo geral este não cumpre suas obrigações constitucionais.

Abriu-se, então, um espaço para empresas operarem na Saúde Suplementar.

Por que as Cooperativas do Setor Saúde são as melhores aliadas da administração pública, no âmbito de saúde? Porque o modelo cooperativista está fundamentado em valores como solidariedade, equidade, reciprocidade, oferecendo serviços de alta qualidade aos cidadãos. Cobre a falha pública, e são parceiras em muitos projetos sociais.

E, as Cooperativas de Saúde ganharam confiança da população mostrando que sabem fazer modelos amplos de atendimento.  Inclui aqui a Atenção Primária à Saúde, que é um ponto de interesse atual e em plena organização e desenvolvimento. Inclui investimentos em Serviços Próprios (verticalização), mais que qualquer outro grupo, inclusive órgãos públicos. Inclui investimentos e distribuição de renda regionalizada – as sobras ficam na própria comunidade, em serviços ou investimentos.

No entanto, as cooperativas precisam aperfeiçoar e atuar mais como Sistema, o que lhes dá mais segurança e poder frente aos concorrentes, diminuindo o risco empresarial, num mercado tão conturbado como vivemos hoje.

Qualidade e sustentabilidade econômica com vínculo cooperativista, esta é uma visão que manterá o sucesso junto aos clientes e manterá este segmento forte no Mercado.