NOVO GOVERNO, NOVAS PROPOSTAS!

democ

Independente da tendência política e administrativa, todo novo governo cita novas propostas para a comunidade. Na prática, ficam algumas realizações, e muitas promessas não cumpridas. Nos resta persistir. E, persistir também é expor nossas opiniões, a favor do associativismo como ferramenta de integração e participação na comunidade.

Trabalhamos para que as políticas públicas proponham medidas favoráveis ao empreendedor, que na sua atividade venha criar novas formas de trabalho e remuneração digna.

Trabalhamos para que as atitudes governamentais impulsionem o empreendedor que gera empregos; impulsionem quem ajuda a educar e formar pessoas, como forma de qualificar e integrar na comunidade; permitam alta produtividade no ambiente competitivo que vivemos hoje; derrubem barreiras às novas ideias e ao livre comércio; atuem  na regulação facilitando, e não burocratizando; que facilitem recursos em áreas produtivas, diminuindo o tamanho da sua máquina, e diminuindo investimento em compromissos com entidades sem fim produtivo; e, que garantam infraestrutura mínima para as comunidades.

As cooperativas necessitam desse apoio estatal para oferecer mais participação da sociedade, com integração dos seus membros em atividades produtivas e sustentáveis, como solução para a autoestima do indivíduo, da sua família e do seu grupo comunitário. Tudo resultará em um país melhor, com mais propostas obtendo resultados positivos!

 

 

 

Conselho Fiscal

Destacam-se como das mais importantes atividades nas Cooperativas a formação e a informação.

Como parte do trabalho do IBRASCOOP, estamos divulgando material que interessa aos Cooperativistas. Hoje, sobre Conselho Fiscal.

Trata-se de uma função que poucos se interessam em participar, mas que é fundamental para o bom andamento da Cooperativa.

Abra neste endereço eletrônico https://ibrascoop.com/2018/02/12/conselho-fiscal/  (  GoConqr – CONSELHO FISCAL )   e tenha um Mapa Mental desenvolvido por Marcos Protzen, que mostra as funções do Conselho Fiscal.

MÉDICOS E USUÁRIOS NA GESTÃO DAS OPERADORAS DE SAÚDE

draw-1034870_1920

É imprescindível, principalmente no momento atual, que as Operadoras de Planos de Saúde, inclusive as Cooperativas Médicas, melhorem seu canal de comunicação usando ferramentas de informação e formação dos seus players.

O cooperativismo na área da saúde evoluiu intensamente no Brasil e em outros países importantes, entre os quais destacamos Espanha, Canadá, Argentina e Japão.

A identidade do cooperativismo é fundamental para um mundo solidário, inclusive quanto à saúde das pessoas.

Porém, esse movimento requer não só profissionais, usuários, tecnologia, hospitais, mas também a valorização e o estímulo aos sócios cooperados e usuários, para que participem de um sistema de gestão conjunta, sem intermediários do capital, nem das instituições públicas, buscando mais valor ao trabalho e menos custo final.

Usuários e médicos deveriam ser os únicos responsáveis nessas Operadoras de Planos de Saúde. É a participação do usuário não só como paciente, mas também como ator/gestor do sistema.

Imagem Social das Cooperativas

photo-1453738773917-9c3eff1db985

Por que as cooperativas não tiram proveito da sua imagem social? Outras empresas fazem isso!

O mundo cooperativo está fechado em si mesmo. Precisamos vender nossa imagem, não só como elemento comercial, senão como entidade de fim social. As cooperativas fomentam o valor social, é fator intrínseco. Erramos, porque não levamos para comunidade essa imagem positiva. É importante dar conhecimento às pessoas o que são as cooperativas e a economia social.

RENOVAÇÃO DO QUADRO SOCIAL NAS COOPERATIVAS MÉDICAS

5226383873_08e0835fff_z

(Edson Luiz Doncatto)

Nas cooperativas em geral, dependendo do seu ramo de negócio ou da sua finalidade social, o ingresso é tecnicamente limitado, tendo em vista que se aumentar demasiadamente o quadro social, não haverá trabalho para todos os sócios.

Numa cooperativa de consumo ou de produção este problema não existe, porém nas cooperativas de trabalho e nas cooperativas médicas, onde do montante arrecadado mensalmente é feita a distribuição por serviços prestados, isto pode ocorrer. Quanto mais sócios, maior a possibilidade de diluição dos ganhos. Ainda que as cooperativas tenham sido constituídas com finalidade de proporcionar trabalho, é difícil quantificar o ponto em que a diluição dos ganhos dos sócios passa a repercutir, pois é normal que todos queiram ganhar bem.

No cooperativismo médico, o fato de ser sócio não significa que o mesmo terá trabalho assegurado e muito menos um ganho estimado, pois aqui existem algumas peculiaridades pouco encontradas nos outros ramos.

O grande trunfo do cooperativismo é o fato do sócio ter acesso ao mercado de trabalho ou de serviço que sua cooperativa oportuniza – representando o mesmo. Porém, o sucesso desse trabalho e a procura pelos clientes são dependentes da capacidade pessoal do profissional. Ser sócio de uma cooperativa não assegura ganho certo, o que é salutar, pois obriga ser cada vez mais competente e ter sempre bons resultados no trabalho desenvolvido, estar atualizado, estudar continuamente. No futuro, acredito que a valoração do trabalho médico nas cooperativas médicas, levará em conta estes itens, além da experiência de cada sócio. Esta experiência é fundamental para si e para a própria cooperativa uma vez que o produto que é oferecido ao mercado de planos de saúde é o próprio trabalho do médico.

Como as cooperativas médicas já completaram quatro décadas é normal que o seu quadro social esteja em renovação gradual e continuada. A necessidade de competir no mercado aponta para o ingresso de novos sócios, com novos conhecimentos e com capacidade de aplicação das novas tecnologias, fator relevante.

Qualificar o quadro de sócios da nossa cooperativa é necessário.  Utilizando critérios técnicos para ingresso é estratégico para manter a carteira dos clientes, sem interferir no trabalho dos demais sócios.  O nosso ganho depende da capacidade técnica individual e principalmente da relação médico-paciente, característica fundamental que diferencia as cooperativas médicas das outras cooperativas de trabalho.

Princípios do Cooperativismo

coop-nova-logo-mundial

 

1 – Adesão voluntária e livre – Cooperativas são organizações voluntárias abertas para todas as pessoas aptas para usar seus serviços e dispostas a aceitar suas responsabilidades de sócio sem discriminação de gênero, social, racial, política ou religiosa.

2 – Gestão democrática pelos associados – as Cooperativas são organizações democráticas controladas por seus sócios, os quais participam ativamente no estabelecimento de suas políticas e nas tomadas de decisões. Homens e mulheres, eleitos pelos sócios, são responsáveis para com os sócios. Nas cooperativas singulares, os sócios têm igualdade na votação; as Cooperativas de outros graus são também organizadas de maneira democrática.

3 – Participação econômica dos associados – eles contribuem equitativamente e controlam democraticamente o capital de sua Cooperativa. Parte desse capital é usualmente propriedade comum da Cooperativa para seu desenvolvimento. Usualmente os sócios recebem juros limitados sobre o capital, como condição de sociedade.Os sócios destinam as sobras para os seguintes propósitos: desenvolvimento das Cooperativas, apoio a outras atividades aprovadas pelos sócios, redistribuição das sobras, na proporção das operações.

4 – Autonomia e Independência as Cooperativas são organizações autônomas de ajuda mútua. Entrando em acordo operacional com outras entidades, inclusive governamentais, ou recebendo capital de origem externa, elas devem fazer em termos que preservem o seu controle democrático pelos sócios e mantenham sua autonomia.

5 – Educação, formação e informação – as Cooperativas oferecem educação e treinamento para seus sócios, representantes eleitos, administradores e funcionários para que eles possam contribuir efetivamente para o seu desenvolvimento. Também informam o público em geral, particularmente os jovens e os líderes formadores de opinião sobre a natureza e os benefícios da cooperação.

6 – Intercooperação – as cooperativas atendem seus sócios mais efetivamente e fortalecem o movimento cooperativo trabalhando juntas, e de forma sistêmica, através de estruturas locais, regionais, nacionais e internacionais, através de Federações, Centrais, Confederações etc.

7 – Compromisso com a comunidade – as Cooperativas trabalham pelo desenvolvimento sustentável de suas comunidades, através de políticas aprovadas pelos seus membros, assumindo um papel de responsabilidade social junto a suas comunidades onde estão inseridas.

COOPERATIVAS: DESAFIOS

Imagem1

(Tito Armando Rossi, Cooperativista, ex-presidente da Unimed Nordeste RS)

O Sistema Cooperativista tem sido propalado e reconhecido. Todavia, a superação das suas inerentes dificuldades está a demandar maiores estudos. Pode-se afirmar que a cooperativa é um sistema mais justo, porém, bastante sofisticado. Principalmente, quando se destina a um objetivo com maior complexidade, exige dos seus participantes integridade e competência.

A cooperativa difere da firma dita capitalista, onde poucas pessoas decidem de modo definitivo. Também, não é, apenas, um mutirão em que muitos trabalham ombro a ombro, sem uma estrutura jurídica a representá-los. A organização cooperativa é um sistema com as exigências de uma empresa e as de uma associação.

Como, empresa, precisa produzir resultados econômicos para oferecer aos sócios rendimentos justos pelo trabalho e segurança para o seu futuro. Para essas finalidades, necessita manter constante avaliação dos processos buscando otimizá-los, fidelizar a clientela com perspectivas de curto, médio e longo prazo, tendo em vista a concorrência atual e possíveis novos entrantes no setor.  É essencial que reserve recursos para investir em seu crescimento e inovar, evitando a estagnação. Tenha-se em conta que as inovações detêm grande potencial de rentabilidade, mas, oferecem maiores riscos. Conseqüentemente, a empresa deve medir os seus recursos e ter capacidade para aceitar prejuízos previamente estimados. As escolas de administração e a abundante literatura dirigida a empresas de modelo capitalista podem servir de base, desde que se façam as adaptações necessárias ao sistema.

A condição associativa das cooperativas representa o seu desafio superior. A dificuldade está em muitas pessoas com igual poder de voto chegar ao consenso em tempo hábil com respeito aos métodos, assim como sobre as vantagens e os sacrifícios que cabem a todos e a cada um.  Existe uma Diretoria ou Conselho responsável pelas decisões delegadas, entretanto, os julgamentos finais pertencem às assembléias. Uma questão fundamental é a boa escolha dos dirigentes. Ela depende de um hábil julgamento pelo conjunto dos sócios.  Ao escolher, é necessário levar em consideração, ao invés de manifestações de amizade, ter um temperamento agregador, conhecimentos básicos de legislação e de gestão.  Se os donos não estiverem dispostos a se dar o tempo indispensável para cuidar do que é seu, pouco poderão esperar. O acesso às informações é pré-requisito essencial para um bom julgamento. A maioria dos cooperados, mesmo sem pretender ocupar cargos de direção, deve conhecer a administração, assumindo como primeira condição transparência de ações. Não bastam comunicações “ex cáthedra”, sem possibilidade de reinquirições e eventuais contestações. O sistema necessita engendrar mecanismos para tornar obrigatório o diálogo constante entre a direção e o conjunto dos cooperados, aceitando-se com naturalidade manifestações das minorias. Há conveniência em ocorrer uma rotatividade nos nomes da direção, sem se deixar de reconhecer que a experiência adquirida e o talento constituem um capital construído pela empresa, o qual não pode ser desperdiçado. As competências se adquirem pela experiência, junto com o estudo e o acompanhamento da dinâmica empresarial. Considerado o porte da cooperativa, a concepção de um funcionamento apurado depende de adequada distribuição de atribuições entre a direção formada por sócios, também executores dos seus objetivos fins, e os gerentes e funcionários com funções administrativas e complementares. Fundamentalmente, para melhores resultados, a cooperativa depende do desenvolvimento de uma cultura de cooperação, onde os sócios procurem, em primeiro lugar, a saúde da empresa e o seu aprimoramento. Depois, ela irá distribuí-los.

DIA DO COOPERATIVISMO

berço ibrascoop

Em 1902 nasceu, em Nova Petrópolis, a primeira instituição financeira cooperativa da América Latina, a Caixa de Economias e Empréstimos Amstad, em atividade até hoje, atualmente com o nome Sicredi Pioneira RS.
O Dia do Cooperativismo foi oficialmente criado em 1994. Mas, a Aliança Cooperativa Internacional (ACI) celebrou pela primeira vez em 1923 instituindo o primeiro sábado de julho de cada ano como o dia oficial de confraternização.
Alguns ainda pensam cooperativa como atividade rural,
mas hoje a grande força cooperativa está no ambiente urbano.