Educação Cooperativista

 

Destacamos apresentação feita pelo Presidente do IBRASCOOP, Edson Luiz Doncatto.

Assista o vídeo.

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O COOPERATIVISMO E OS DESAFIOS DA EMPREGABILIDADE – 2

(Texto de Edson L. Doncatto)

Temos várias experiências cooperativistas que dificilmente serão repetidas, porém podem servir como exemplo de que é possível a constituição de cooperativas de trabalho, em todos os locais onde a prestação de serviços ou de produção se tornem necessários.

O sucesso ou o fracasso das cooperativas é diretamente proporcional ao grau de conhecimento, de envolvimento e entendimento de como funciona este modelo social e econômico. O modelo cooperativista é um modelo no qual as decisões são tomadas no interesse da maioria, com a possibilidade de os assuntos serem exaustivamente debatidos.

Em 1844, na Inglaterra, aconteceu uma experiência na qual os operários desempregados criaram, por necessidade, um armazém cooperativo, uma biblioteca, onde os negócios eram feitos com pagamento à vista e tinham algum retorno monetário, de acordo com a participação nas operações da cooperativa.

Em 1943, na Guerra Civil da Espanha, em Mondragon, no País Basco, um grupo de jovens sob influência do Padre Arizmendiarrieta, depois de muitos anos de discussão, iniciou um projeto industrial sob a forma cooperativa e hoje é um complexo industrial, distributivo, creditício e educacional que oportuniza acesso ao mercado de trabalho em todos os níveis de capacidade individual.

Dizia D. José Arizmendiarrieta: “As necessidades nos unem e as ideologias nos separam”. Nos momentos de crise e de escassez o modelo cooperativista sempre teve papel importante.

Hoje, diante de tanta dificuldade para constituir empresa geradora de postos de trabalho, principalmente na construção civil, mas também nos demais setores, as pessoas precisam de algum tipo de apoio, mesmo que seja para trabalho de pouca qualificação técnica.

Temos um grande campo onde as cooperativas de trabalho podem atuar, considerando a explosão das moradias no meio urbano; o lixo, em todas as suas fases; e o saneamento básico, tanto do esgoto pluvial e cloacal, desde a escavação no local indicado até a confecção das tubulações, como exemplos.

Há oportunidades. É necessário o apoio, principalmente público, para facilitar e acelerar as oportunidades a todos cidadãos.

7 DE JULHO, DIA INTERNACIONAL DO COOPERATIVISMO

Sociedades sustentáveis por meio da cooperação. 

No dia 7 de julho de 2018, cooperados de todo o mundo celebrarão o Dia Internacional das Cooperativas. Por meio do slogan Sociedades Sustentáveis através da cooperação, mostraremos que, graças aos nossos valores, princípios e estruturas de governança, as cooperativas possuem tanto sustentabilidade quanto resiliência em sua essência, já que o interesse pela comunidade é o sétimo de seus princípios orientadores. A Aliança Cooperativa Internacional está incentivando seus associados a usarem a hashtag #CoopsDay e o guia dos cooperados (versão em espanhol) para divulgar o evento.

“Nós representamos 1,2 bilhão de cooperados. Não há outro movimento econômico, social e político no mundo que, em menos de 200 anos, tenha crescido tanto quanto nós. Mas o crescimento não é o mais importante. Nós consumimos, produzimos e usamos os recursos que o planeta nos dá, de forma cuidadosa e com muito respeito ao meio ambiente e com as comunidades. É por isso que somos um parceiro fundamental para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas ”, afirma o presidente da Aliança Cooperativa Internacional, Ariel Guarco.

Sociedades sustentáveis são aquelas que correspondem aos limites ambientais, sociais e econômicos e conduzem ao crescimento. Por sua própria natureza, as cooperativas desempenham um papel triplo:

• Como atores econômicos, criam oportunidades de emprego, meios de subsistência e geração de renda;

• Como empresas centradas nas pessoas com objetivos sociais, contribuem para a igualdade e justiça social;

• Como instituições democráticas, são controladas por seus associados, desempenhando papel de liderança na sociedade e nas comunidades locais.

Núcleo Cooperativista Habitacional

O  Núcleo Cooperativista Habitacional de Farroupilha (NUCHAFAR) concentra dez Cooperativas: Águas Claras, Bona Vitta, Esperança, Imigrantes, Monte Cristo, Novo Amanhã, Portal Nascente, Terra Gaúcha, Vinhedos, e Praia Farroupilha.

O Núcleo oferece apoio, destacando o contábil e jurídico, facilitando que as Cooperativas atuem de forma correta. Na coordenação do Núcleo estão Luiz Henrique Verner e Dilço Batista Rodrigues.

No dia 14 de abril de 2018, tendo como local a Câmara de Vereadores de Farroupilha, foi realizado encontro com Cooperativistas da região, tendo apoio do SESCOOP para apresentação sobre “Funções do Conselho Fiscal e do Conselho de Administração”. Na continuidade do mesmo evento, fez-se presente o IBRASCOOP, através dos seus membros Edson Luiz Doncatto e Pedro Inacio Mezzomo, discorrendo sobre “Cooperativas: Um desafio”.

Todos os presentes compreendem a função social das Cooperativas, prezando pela atividade correta, de modo que os sócios das Cooperativas locais concretizem o sonho de ter seu pedacinho de terra e sua moradia.

DESPREPARO DOS SÓCIOS NAS COOPERATIVAS

Opinião do Dr. Tito Armando Rossi*

A partir de meados do século XVI o sistema mercantilista de economia dominada absolutamente pela monarquia foi sendo substituído pelo capitalismo em que os meios de produção pertencem ao capital. Esse sistema permite o surgimento de inúmeros empreendimentos através da livre iniciativa competindo entre si pela preferência de consumidores. Sua força maior está na produtividade pelo estímulo superior ao investimento em trabalho e recursos naqueles projetos que se evidenciam lucrativos. Seu inconveniente está em que a divisão entre proprietários controladores e trabalhadores assalariados tende a provocar grande desequilíbrio econômico, apenas, precariamente ressarcido por benefícios sociais.

A contestação mais radical a esse sistema surgiu com a doutrina comunista adotada pela União Soviética a partir de 1922. Ela tem como características principais o monopólio dos meios de produção pelo Estado e submissão a um Partido Único. A falta de liberdade, corrupção e incapacidade para atender as demandas da população conduziram à derrocada.

Nas empresas de economia mista se combinam recursos do Estado com os de particulares. O sistema pode apresentar as vantagens de ambas empresas, todavia, frequentemente registra os seus maiores vícios.

O cooperativismo moderno surgiu na Inglaterra na década de 1840. Caracteriza-se fundamentalmente pela constituição de empresas por seus próprios executores que têm peso igual nas votações e recebem o retorno das sobras operacionais proporcionalmente à produção de cada um. A nossa legislação cooperativista, ao ser elaborada, considerou as cooperativas como um sistema auxiliar. Conquanto bem concebida, tende a restringir seu desenvolvimento. Atualmente, considerando os diversos ramos e proficiências que as cooperativas passaram a abranger, a lei deveria ser adequada com a agregação de novas sublegendas e prerrogativas.

O sistema cooperativista é democratizante, com potencial superior para oferecer equilíbrio entre os participantes. Pode-se afirmar que seu crescimento se dá em velocidade inferior ao que seria desejável. A maior dificuldade, talvez, resida no despreparo por parte dos próprios sócios para o sistema. Nossa cultura estabelece para os não dirigentes papel somente reivindicatório, contrário à posição de quem tem o poder de decidir. Entre outras condições, é preciso dispor-se a deliberar com responsabilidade, principalmente em situações de perdas.

Nessas circunstâncias, o IBRASCOOP merece a maior consideração. Possivelmente, não haja fator mais relevante para conquista de uma sociedade progressista e harmônica do que o alcance de uma cultura cujo esboço preponderante seja o da cooperação.

*Tito Armando Rossi é cooperativista, tendo produzido livros e artigos importantes sobre cooperativismo. Foi presidente da Unimed Nordeste RS, e um dos seus fundadores.

Ariel Guarco é o novo presidente da Aliança Cooperativa Internacional

A Assembleia realizada em Kuala Lumpur conduziu o argentino Ariel Guarco à presidência da Aliança Cooperativa Internacional.

Clique no endereço abaixo:

http://www.cooperar.coop/ariel-guarco-es-el-nuevo-presidente-de-la-alianza-cooperativa-internacional/

G20 + D20

O G20 é um fórum que, desde 2008, reúne os principais países industrializados e emergentes do planeta.

Criado inicialmente para enfrentar a crise financeira mundial se tornou um fórum para abordar as grandes questões econômicas a nível global.

Juntas, as economias do G20 (19 países + União Europeia) representam dois terços da população mundial, 80% do comércio e 85% da riqueza produzida.

Os países membros são, por ordem de importância econômica: Estados Unidos, China, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Índia, Brasil, Itália, Canadá, Coreia do Sul, Rússia, Austrália, México, Indonésia, Turquia, Arábia Saudita, Argentina e África do Sul.

Um grupo denominado B20 dá suporte ao G20, através de diferentes interesses e propostas políticas, e fomenta o diálogo entre legisladores, empresas e sociedade civil.

A mudança demográfica, o envelhecimento da população, o aumento da esperança de vida, a crescente demanda de produtos e serviços de saúde, confirmam uma carga mais alta para o sistema de saúde de muitos países e para os sistemas de atendimento.

Devido esse impacto, as empresas do setor são indispensáveis para assegurar a contribuição ao crescimento econômico e o desenvolvimento sustentável.

O grupo B20, no fórum de 2017, elaborou recomendações sobre temas como resistência a antibióticos, pandemias, enfermidades tropicais, saúde digital, inovação em saúde. Dentro destes assuntos as cooperativas de saúde foram reconhecidas como um modelo empresarial que facilita o acesso à assistência em cerca de 100 milhões de locais do mundo.

Como resultado foi incluído um documento com propostas de política econômica para o setor.

Foi lembrada também a participação das pequenas e médias empresas, e o emprego da educação no interesse social.

Está nas mãos dos governos atenderem recomendações do B20, apostando nas cooperativas como modelo de empresa na área de saúde, que tem se mostrado sustentável e dentro de sua vocação social.

Brasil, celeiro do mundo.

Referido como o “celeiro do mundo”, o Brasil recebe 50% de seus alimentos das 1.543 cooperativas agrícolas do país. O setor cooperativo emprega 361 mil pessoas e 6,2% dos brasileiros estão associados a uma cooperativa. Mais de 70% do consumo alimentar do país é doméstico. Além disso, as cooperativas são responsáveis ​​por mais de US $ 5,2 bilhões em exportações.

Não somos obrigados a querer transformar o planeta

 

“Não somos obrigados a querer transformar o planeta, basta querer mudar as coisas erradas onde estivermos.” Monique Coleman

 

É notório que na economia moderna o desequilíbrio social está crescendo. Esta disparidade entrega o exercício do poder ao dinheiro, honestamente adquirido ou, na atual situação brasileira, ao desonestamente obtido. Estes desonestos se intitulam formadores de opinião e defensores do povo, em verdade são forjadores de ilusões.

Difícil viver um ambiente saudável, de altruísmo, de amizade, de união, quando o momento é de jogos de interesse, de oposição ao coletivo, de só querer possuir. Sem moral.

Cada um de nós deve ter o seu direito à educação, à saúde, ao trabalho, a ser um indivíduo digno. Isso só alcançaremos pela solidariedade, pela honestidade conosco e com os outros.

Repensar o cooperativismo deve fazer parte do nosso momento, atuar no desenvolvimento da comunidade e na esperança das pessoas, para podermos atingir o destino que queremos.

Cada um assumindo sua responsabilidade: Critique, mas trabalhe para melhorar!

Cooperativas em perigo

Número de OPS ativas
Número de OPS ativas – Clique no gráfico para ampliar.

Há uma grande preocupação, no meio médico e entre clientes de Operadoras de Planos de Saúde, sobre a viabilidade das Cooperativas Médicas. Cabe lembrar que quando foi instituída a Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS – pela Lei nº 9.961, de 28 de janeiro de 2000, existiam cerca de duas mil Operadoras de Planos de Saúde, num ambiente sem controle algum. Em março de 2016 estavam em atividade apenas 806, sendo 349 Cooperativas Unimed. Quantas das operadoras do ano 2000 que saíram do mercado eram cooperativas médicas Unimed?

Portanto, é descabido dizer que o sistema cooperativo de saúde está definhando. Temos dificuldades, internas e externas, nada diferentes de outras empresas, considerando principalmente a situação difícil do país.

Lembrar que as Unimeds formam uma rede ampla em toda extensão brasileira.

Essas dificuldades exigem comprometimento dos cooperados para gerar propostas e resultados positivos.

Resistimos porque vivemos a própria comunidade, porque as cooperativas de saúde são a maior oportunidade de trabalho na região sul do Brasil, porque os clientes apoiam a qualificação e os investimentos para o seu bem.