ELEIÇÕES EM COOPERATIVAS MÉDICAS

 

No mês de março de cada ano renova o Conselho Fiscal das Cooperativas Médicas Unimed – Operadoras de Planos de Saúde – cuja abrangência cobre quase todos municípios do território brasileiro.

Na região nordeste do Rio Grande do Sul, temos uma cooperativa (singular Unimed Nordeste RS), que abrange 17 municípios. É uma operadora entre as maiores do Brasil.

Destacamos, na foto, os membros do Conselho Fiscal para o ano de 2019: Efetivos: Dr. Walter Praetzel Porto, Dra. Zenia De Stefani,
Dr. Pedro Inacio Mezzomo; Suplentes: Dr. André Germano dos Santos Leite, Dra. Fabiane Fabris, Dra. Fabiane Rigotti Sotoriva.

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O COOPERATIVISMO E OS DESAFIOS DA EMPREGABILIDADE – 2

(Texto de Edson L. Doncatto)

Temos várias experiências cooperativistas que dificilmente serão repetidas, porém podem servir como exemplo de que é possível a constituição de cooperativas de trabalho, em todos os locais onde a prestação de serviços ou de produção se tornem necessários.

O sucesso ou o fracasso das cooperativas é diretamente proporcional ao grau de conhecimento, de envolvimento e entendimento de como funciona este modelo social e econômico. O modelo cooperativista é um modelo no qual as decisões são tomadas no interesse da maioria, com a possibilidade de os assuntos serem exaustivamente debatidos.

Em 1844, na Inglaterra, aconteceu uma experiência na qual os operários desempregados criaram, por necessidade, um armazém cooperativo, uma biblioteca, onde os negócios eram feitos com pagamento à vista e tinham algum retorno monetário, de acordo com a participação nas operações da cooperativa.

Em 1943, na Guerra Civil da Espanha, em Mondragon, no País Basco, um grupo de jovens sob influência do Padre Arizmendiarrieta, depois de muitos anos de discussão, iniciou um projeto industrial sob a forma cooperativa e hoje é um complexo industrial, distributivo, creditício e educacional que oportuniza acesso ao mercado de trabalho em todos os níveis de capacidade individual.

Dizia D. José Arizmendiarrieta: “As necessidades nos unem e as ideologias nos separam”. Nos momentos de crise e de escassez o modelo cooperativista sempre teve papel importante.

Hoje, diante de tanta dificuldade para constituir empresa geradora de postos de trabalho, principalmente na construção civil, mas também nos demais setores, as pessoas precisam de algum tipo de apoio, mesmo que seja para trabalho de pouca qualificação técnica.

Temos um grande campo onde as cooperativas de trabalho podem atuar, considerando a explosão das moradias no meio urbano; o lixo, em todas as suas fases; e o saneamento básico, tanto do esgoto pluvial e cloacal, desde a escavação no local indicado até a confecção das tubulações, como exemplos.

Há oportunidades. É necessário o apoio, principalmente público, para facilitar e acelerar as oportunidades a todos cidadãos.

O COOPERATIVISMO E OS DESAFIOS DA EMPREGABILIDADE – 1

E L Doncatto a

Autor:  Edson L. Doncatto

Um desafio constante e permanente que como seres humanos enfrentamos é quando, a partir de determinado momento, temos a sensação de pertencer ao conjunto dos cidadãos e cidadãs.

A maneira mais simples de constatar esta condição é quando somos chamados pelo nome, temos nossa identidade reconhecida, temos um local para morar e uma atividade laborativa que permita no mínimo a nossa subsistência.

Dentre estes desafios, sem dúvida ter um lar e sentir-se produzindo alguma atividade laborativa, reconhecida e com retorno financeiro é o ponto nevrálgico a ser atingido.

Os programas sociais podem proporcionar algum meio de subsistência, por um período determinado, porém o caminho ainda a ser percorrido é bem mais longo.

Os avanços tecnológicos, a globalização dos mercados, o aumento contínuo da população e a insuficiência técnica de uma parcela importante da população vai criando um conjunto de pessoas que ano após ano são excluídas do mercado de trabalho.

Como inserir no contexto sócio econômico a população excluída do mercado de trabalho?

Sabemos que o poder público tem um número de vagas limitadas, a iniciativa privada está sempre operando no limite financeiro e operacional, em decorrência de todos os riscos e submetida a vários regramentos jurídicos, previdenciários, tributários e trabalhistas, além, é claro, da concorrência globalizada.

Na nossa visão este problema teria uma proposta de solução, que é o modelo cooperativo.

Dois fatos estão sempre presentes na vida das pessoas: A família e a escassez dos recursos.

Diante da escassez dos postos de trabalho e nos momentos de crise, surge o modelo cooperativista como uma opção para diminuir a tensão social, oportunizar às pessoas a terem uma atividade laboral com retribuição monetária pelo seu trabalho.

As cooperativas de trabalho são uma alternativa, porém para que isto se torne realidade, em algum momento, e em alguma escola, os ensinamentos sobre o modelo cooperativo precisam serem ensinados, pois só praticamos aquilo que sabemos e somente saberemos algo se alguém nos ensinar.

INVESTIMENTOS DE COOPERATIVAS NA SAÚDE

 

Na área de assistência à saúde, no Brasil, destaca-se o Sistema Nacional Unimed.

Tivemos a satisfação de participar da inauguração do Setor Materno Infantil do Hospital Unimed, localizado em Caxias do Sul, RS.

Grande e importante investimento da Cooperativa Unimed Nordeste RS, que traz à região o mais moderno serviço nessa área. Está de parabens a comunidade, que passa a usufruir de mais qualidade; e de parabéns os médicos cooperados, que passam a atender em ambiente mais moderno com completa estrutura para todo tipo de eventualidade, com o importante apoio de colaboradores capacitados e atenciosos.

Na foto estamos ouvindo as sempre importantes recomendações do Dr. Nilson L. May, um dos mais destacados líderes do Sistema Nacional Unimed. Vê-se junto, apontando o caminho da visita à entidade inaugurada, o Dr. Carlos Gandara, Cirurgião Pediátrico e Diretor Técnico do Hospital Unimed em Caxias do Sul.

NOVO GOVERNO, NOVAS PROPOSTAS!

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Independente da tendência política e administrativa, todo novo governo cita novas propostas para a comunidade. Na prática, ficam algumas realizações, e muitas promessas não cumpridas. Nos resta persistir. E, persistir também é expor nossas opiniões, a favor do associativismo como ferramenta de integração e participação na comunidade.

Trabalhamos para que as políticas públicas proponham medidas favoráveis ao empreendedor, que na sua atividade venha criar novas formas de trabalho e remuneração digna.

Trabalhamos para que as atitudes governamentais impulsionem o empreendedor que gera empregos; impulsionem quem ajuda a educar e formar pessoas, como forma de qualificar e integrar na comunidade; permitam alta produtividade no ambiente competitivo que vivemos hoje; derrubem barreiras às novas ideias e ao livre comércio; atuem  na regulação facilitando, e não burocratizando; que facilitem recursos em áreas produtivas, diminuindo o tamanho da sua máquina, e diminuindo investimento em compromissos com entidades sem fim produtivo; e, que garantam infraestrutura mínima para as comunidades.

As cooperativas necessitam desse apoio estatal para oferecer mais participação da sociedade, com integração dos seus membros em atividades produtivas e sustentáveis, como solução para a autoestima do indivíduo, da sua família e do seu grupo comunitário. Tudo resultará em um país melhor, com mais propostas obtendo resultados positivos!

 

 

 

Futuro do Cooperativismo no Brasil.

futuro-que-queremosRoberto Rodrigues presidiu a ACI, a OCB, entre outros compromissos importantes. São dele as palavras citadas na Convenção Nacional Unimed de 2018: “Estamos no momento das cooperativas urbanas: de trabalho, de consumo, se saúde, de educação, de habitação, de transporte e de crédito.” Elas objetivam melhorar a vida das comunidades onde estão inseridas.
Não é verdade que as cooperativas são mal geridas, de fato elas se submetem a um sistema de sociedade onde as decisões se prolongam mais que em concorrentes, mas seu objetivo é a viabilidade.
Um fator importante é que as cooperativas promovem a inclusão social, reduzindo a concentração de riqueza. Seus resultados não são ideia de uma pessoa, mas resultado de proposta coletiva, participativa. Está aberta a oportunidade de criação de novas entidades e o aparelhamento das existentes, tanto no fator humano quanto no tecnológico.

Economia Liberal

A economia mundial criou um caminho liberal, que se alarga cada vez mais. Observando o modo de operação empresarial, estamos também como essas empresas construindo um conjunto bem administrado e ciente da competitividade.

Competir exige criar mais e ser mais forte. Este é o ponto: Nos fazemos fortes e mais competitivos na medida que tivermos foco uniforme e na medida que a economia social trabalhar em conjunto, no auxílio mútuo, inclusive para melhor administrar e para competir com competência, ganhando espaço na comunidade.

De modo geral somos grupos sociais confiáveis, cujo objetivo maior é atender os nossos membros, oferecendo produtos e serviços de boa aceitação na comunidade.

No sistema cooperativo as diferenças ideológicas existem e cada qual tem o seu ponto de vista de conduzir a gestão. O importante é que utilizemos instrumentos de forma eficaz e de forma transparente, que em geral é o ponto forte das cooperativas. Precisamos ser dinâmicos e precisamos rejuvenescer os dirigentes e suas práticas.

Não significa que tenhamos que mudar tudo de um só golpe, o que está bom deve continuar na gestão que se atualiza.

Falta aos grupos de economia social serem mais incisivos na busca de apoio governamental, o que é difícil, em decorrência da degradação dos serviços públicos. Estes nos levaram a uma piora do nível social, pela pouca atenção recebida dos governos.

A inter cooperação e a união de maior número possível de entidades sociais para trabalhar por objetivos comuns, é necessária. Façamos parte!

7 DE JULHO, DIA INTERNACIONAL DO COOPERATIVISMO

Sociedades sustentáveis por meio da cooperação. 

No dia 7 de julho de 2018, cooperados de todo o mundo celebrarão o Dia Internacional das Cooperativas. Por meio do slogan Sociedades Sustentáveis através da cooperação, mostraremos que, graças aos nossos valores, princípios e estruturas de governança, as cooperativas possuem tanto sustentabilidade quanto resiliência em sua essência, já que o interesse pela comunidade é o sétimo de seus princípios orientadores. A Aliança Cooperativa Internacional está incentivando seus associados a usarem a hashtag #CoopsDay e o guia dos cooperados (versão em espanhol) para divulgar o evento.

“Nós representamos 1,2 bilhão de cooperados. Não há outro movimento econômico, social e político no mundo que, em menos de 200 anos, tenha crescido tanto quanto nós. Mas o crescimento não é o mais importante. Nós consumimos, produzimos e usamos os recursos que o planeta nos dá, de forma cuidadosa e com muito respeito ao meio ambiente e com as comunidades. É por isso que somos um parceiro fundamental para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas ”, afirma o presidente da Aliança Cooperativa Internacional, Ariel Guarco.

Sociedades sustentáveis são aquelas que correspondem aos limites ambientais, sociais e econômicos e conduzem ao crescimento. Por sua própria natureza, as cooperativas desempenham um papel triplo:

• Como atores econômicos, criam oportunidades de emprego, meios de subsistência e geração de renda;

• Como empresas centradas nas pessoas com objetivos sociais, contribuem para a igualdade e justiça social;

• Como instituições democráticas, são controladas por seus associados, desempenhando papel de liderança na sociedade e nas comunidades locais.

Núcleo Cooperativista Habitacional

O  Núcleo Cooperativista Habitacional de Farroupilha (NUCHAFAR) concentra dez Cooperativas: Águas Claras, Bona Vitta, Esperança, Imigrantes, Monte Cristo, Novo Amanhã, Portal Nascente, Terra Gaúcha, Vinhedos, e Praia Farroupilha.

O Núcleo oferece apoio, destacando o contábil e jurídico, facilitando que as Cooperativas atuem de forma correta. Na coordenação do Núcleo estão Luiz Henrique Verner e Dilço Batista Rodrigues.

No dia 14 de abril de 2018, tendo como local a Câmara de Vereadores de Farroupilha, foi realizado encontro com Cooperativistas da região, tendo apoio do SESCOOP para apresentação sobre “Funções do Conselho Fiscal e do Conselho de Administração”. Na continuidade do mesmo evento, fez-se presente o IBRASCOOP, através dos seus membros Edson Luiz Doncatto e Pedro Inacio Mezzomo, discorrendo sobre “Cooperativas: Um desafio”.

Todos os presentes compreendem a função social das Cooperativas, prezando pela atividade correta, de modo que os sócios das Cooperativas locais concretizem o sonho de ter seu pedacinho de terra e sua moradia.