Encontro das Cooperativas em Quebec

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Em outubro de 2016 aconteceu em Quebec (Canadá) a 3ª Reunião Internacional de Cooperativas, sob os cuidados da Aliança Cooperativa Internacional.

O foco do encontro foi o “poder de atuar”. Lembrando que a importância do movimento cooperativo se destaca por se compor de mais de 2,5 milhões de empresas, por mais de um bilhão de sócios, e por movimentar 15 % da economia mundial.

O acesso à assistência sanitária e aos serviços sociais foi uma das áreas centrais do evento, junto com outros pontos como emprego, alimentação, pobreza, inclusão financeira, mudanças climáticas, desenvolvimento sustentável.

Houve comprometimento em levar melhor distribuição geográfica dos serviços, em benefício a áreas menos favorecidas, e incentivar a prevenção na saúde.

Também foi abordado o assunto colaboração entre cooperativas de saúde e as administrações públicas, e a gestão compartilhada entre usuários e profissionais da saúde.

Portanto, nosso setor continua participativo e importante, nos incentivando a continuar.

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Dificuldades no modelo de cooperativismo da saúde

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Ainda que tenha tomado algumas informações em notícias sobre este assunto, as opiniões correspondem com meu pensamento, e decorrem muito da experiência acumulada junto ao sistema cooperativo de saúde brasileiro.

A análise das nossas instituições mostra debilidades que devemos combater e corrigir imediatamente, tendo como objetivo reforçar o nosso modelo de cooperativismo.

Devemos nos adaptar ao mercado, que nos impõe dificuldades de diversas origens – concorrência, judicialização, interferência governamental, etc. São ameaças ao nosso modelo e exigem atuar em consonância com o mercado, sem perdermos a essência do cooperativismo.

Vamos unir nossas forças – aumentar a integração, para reagirmos – encontrando alternativas viáveis para o momento.

As oportunidades continuam presentes, para quem busca novos caminhos, em benefício das pessoas.

Vale lembrar que algumas dificuldades aparentam ser maiores que de fato o são. Enquanto isso, desdenhamos fatores menores, que impactam mais no sistema cooperativo. Devemos estudar o entorno.

A sociedade não tem consciência do valor das cooperativas. Não somos visíveis à sociedade, como cooperativas. Conhecem bem a marca e pouco do movimento do setor.

Os governos, nos diversos níveis, não demostram atuação proativa com relação às cooperativas. O setor público aparenta ter medo de perder seu valor no setor de saúde. Compete e se torna em competidor desigual com o setor privado (alternativo). Sim, alternativo, porque os órgãos controladores nos denominam suplementar, o que na prática são somos.

Há necessidade de melhor governança nas nossas organizações, permitindo inovação contínua.

Os inúmeros atos legais de controle tornam a legislação confusa e espoliadora, na medida que contratos e compromissos bilaterais prévios se tornam de pouco valor, o que leva a discussões judiciais cansativas e desgastantes, em todos os sentidos.

Muitos acreditam que não somos um sistema autossustentável, que não vamos sobreviver. Mas lembremos bons resultados. Os casos ruins são em bem menor número.

O setor público não investe em cooperativas de saúde, o que talvez tornaria a viabilidade mais frequente, o que proporcionaria melhor atendimento da população e atuaria como auxiliar na cobertura à saúde nacional.

Quem é responsável pela saúde da população? São diversos os participantes: usuários, trabalhadores da saúde, médicos, etc. Compreendendo que essa atividade melhora a saúde das comunidades, que busca um menor custo, que aprecia a participação de seus membros, que ajuda a desenvolver as comunidades, é imprescindível que o setor público também seja parte efetiva objetivando a participação e a satisfação da sociedade.

Cooperativas de Saúde x Serviço Público

 

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Ainda que existam elogiáveis exceções no Serviço Público de Saúde, de modo geral este não cumpre suas obrigações constitucionais.

Abriu-se, então, um espaço para empresas operarem na Saúde Suplementar.

Por que as Cooperativas do Setor Saúde são as melhores aliadas da administração pública, no âmbito de saúde? Porque o modelo cooperativista está fundamentado em valores como solidariedade, equidade, reciprocidade, oferecendo serviços de alta qualidade aos cidadãos. Cobre a falha pública, e são parceiras em muitos projetos sociais.

E, as Cooperativas de Saúde ganharam confiança da população mostrando que sabem fazer modelos amplos de atendimento.  Inclui aqui a Atenção Primária à Saúde, que é um ponto de interesse atual e em plena organização e desenvolvimento. Inclui investimentos em Serviços Próprios (verticalização), mais que qualquer outro grupo, inclusive órgãos públicos. Inclui investimentos e distribuição de renda regionalizada – as sobras ficam na própria comunidade, em serviços ou investimentos.

No entanto, as cooperativas precisam aperfeiçoar e atuar mais como Sistema, o que lhes dá mais segurança e poder frente aos concorrentes, diminuindo o risco empresarial, num mercado tão conturbado como vivemos hoje.

Qualidade e sustentabilidade econômica com vínculo cooperativista, esta é uma visão que manterá o sucesso junto aos clientes e manterá este segmento forte no Mercado.