BUSCAMOS TRABALHO DIGNO

 

 

 

O Cooperativismo, no seu histórico mais que centenário, foi todo esse tempo fator de inclusão social e desenvolvimento comunitário, no mundo inteiro.

Porém, os problemas sociais continuaram crescendo, não só na população carente, mas também em setores de melhores condições, onde a falta de espaço de trabalho e a desvalorização humana e da mão de obra se tornaram fator crucial na sociedade. Aqui se criou uma demanda social ampla e com grandes oportunidades para as cooperativas se tornarem parte da solução.

A participação do governo, junto com entidades cooperativas, universidades e outras organizações é essencial para o sucesso e a busca de benefícios para a sociedade e seu bem-estar social.

É necessário que os governos incentivem e participem dos planos de desenvolvimento cuja potencialidade das cooperativas conseguem atender ajudando a política pública.

As cooperativas são o caminho para o trabalho digno e participativo, onde os projetos são democraticamente estabelecidos, para o bem da maioria. Evita a excessiva desigualdade, abre espaço de trabalho, não só para o seu sócio, mas toda as pessoas necessárias ao cumprimento dos seus objetivos, integrando grande número de membros da comunidade.

Somos alternativa viável para a igualdade social, não total (o que é impossível) mas digna para todos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Unimed Central de Serviços – RS, nova sede.

A Unimed Central de Serviços – RS fez hoje um evento de apresentação da nova sede própria, localizada no Bairro Niterói, em Canoas, RS. Completa mais uma fase que iniciou em 1997. Estamos felizes por termos participado, humildemente, dessa evolução. Saudamos todo o grupo de trabalho através da direção atual dos Drs Jorge Robinson, Luiz Thomé e Paulo Gonçalves.

A Unimed Central de Serviços – RS é uma sociedade simples de responsabilidade limitada, com forma e características jurídicas próprias de uma Cooperativa de segundo grau, de natureza civil, capital fechado e sem escopo lucrativo. Foi fundada em 13 de dezembro de 1997 e está localizada em Canoas, no Bairro Niterói.

Conheça cada Programa da Unimed Central de Serviços – RS:

I – PROGEAB (Programa de Gestão de Abastecimento): proporciona redução de preços de medicamentos e materiais hospitalares, garantindo a origem e a qualidade dos produtos e gerando economia para os serviços próprios e credenciados das Filiadas, reduzindo custos assistenciais.

II – PROGEPRO (Programa de Gestão de Procedimentos Médicos): objetiva agilizar, padronizar e gerenciar a realização de procedimentos médicos, especialmente os de maior complexidade e de maior custo, com garantia de qualidade para os pacientes e redução dos custos assistenciais para as Filiadas.

III – PROGESERV (O Programa de Gestão de Serviços de Saúde): objetiva otimizar os recursos existentes, próprios ou credenciados, como hospitais, pronto-atendimentos, clínicas e laboratórios, buscando redução dos custos assistenciais das Filiadas.

IV- PROGETEC (Programa de Gestão de Tecnologia da Informação): objetiva oferecer soluções inovadoras e prestar serviços tecnológicos qualificados às Filiadas, buscando melhoria dos processos e da gestão das mesmas, com redução dos custos operacionais.

A Unimed Central RS atua em nome de 28 singulares e uma Federação no Estado do Rio Grande do Sul, representando os interesses de 12 mil Médicos Cooperados, Clínicas e Serviços Credenciados, beneficiando uma população de mais de 1.500.000 usuários.

Economia Liberal

A economia mundial criou um caminho liberal, que se alarga cada vez mais. Observando o modo de operação empresarial, estamos também como essas empresas construindo um conjunto bem administrado e ciente da competitividade.

Competir exige criar mais e ser mais forte. Este é o ponto: Nos fazemos fortes e mais competitivos na medida que tivermos foco uniforme e na medida que a economia social trabalhar em conjunto, no auxílio mútuo, inclusive para melhor administrar e para competir com competência, ganhando espaço na comunidade.

De modo geral somos grupos sociais confiáveis, cujo objetivo maior é atender os nossos membros, oferecendo produtos e serviços de boa aceitação na comunidade.

No sistema cooperativo as diferenças ideológicas existem e cada qual tem o seu ponto de vista de conduzir a gestão. O importante é que utilizemos instrumentos de forma eficaz e de forma transparente, que em geral é o ponto forte das cooperativas. Precisamos ser dinâmicos e precisamos rejuvenescer os dirigentes e suas práticas.

Não significa que tenhamos que mudar tudo de um só golpe, o que está bom deve continuar na gestão que se atualiza.

Falta aos grupos de economia social serem mais incisivos na busca de apoio governamental, o que é difícil, em decorrência da degradação dos serviços públicos. Estes nos levaram a uma piora do nível social, pela pouca atenção recebida dos governos.

A inter cooperação e a união de maior número possível de entidades sociais para trabalhar por objetivos comuns, é necessária. Façamos parte!

7 DE JULHO, DIA INTERNACIONAL DO COOPERATIVISMO

Sociedades sustentáveis por meio da cooperação. 

No dia 7 de julho de 2018, cooperados de todo o mundo celebrarão o Dia Internacional das Cooperativas. Por meio do slogan Sociedades Sustentáveis através da cooperação, mostraremos que, graças aos nossos valores, princípios e estruturas de governança, as cooperativas possuem tanto sustentabilidade quanto resiliência em sua essência, já que o interesse pela comunidade é o sétimo de seus princípios orientadores. A Aliança Cooperativa Internacional está incentivando seus associados a usarem a hashtag #CoopsDay e o guia dos cooperados (versão em espanhol) para divulgar o evento.

“Nós representamos 1,2 bilhão de cooperados. Não há outro movimento econômico, social e político no mundo que, em menos de 200 anos, tenha crescido tanto quanto nós. Mas o crescimento não é o mais importante. Nós consumimos, produzimos e usamos os recursos que o planeta nos dá, de forma cuidadosa e com muito respeito ao meio ambiente e com as comunidades. É por isso que somos um parceiro fundamental para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas ”, afirma o presidente da Aliança Cooperativa Internacional, Ariel Guarco.

Sociedades sustentáveis são aquelas que correspondem aos limites ambientais, sociais e econômicos e conduzem ao crescimento. Por sua própria natureza, as cooperativas desempenham um papel triplo:

• Como atores econômicos, criam oportunidades de emprego, meios de subsistência e geração de renda;

• Como empresas centradas nas pessoas com objetivos sociais, contribuem para a igualdade e justiça social;

• Como instituições democráticas, são controladas por seus associados, desempenhando papel de liderança na sociedade e nas comunidades locais.

Ricos x Cooperativas… Hoje!

 

 

Os pequenos suportando os grandes!

A concentração da riqueza em poucos multimilionários, é a maior já conhecida na história.  Com pequena parcela dessa riqueza poderia ser eliminada a pobreza extrema do mundo:  Mais de 80% da riqueza mundial concentrou em 1% dos mais ricos.

A diminuição das desigualdades exige que sejam disseminadas amplamente as oportunidades, os produtos e os serviços.

Outrossim, alguns empresários entendem que modelos de participação dos empregados resultam em comércio justo, obtendo melhores resultados com essa atitude.

Empresas de propriedade dos empregados geram maior crescimento e melhores salários. Muitos textos lembram o exemplo de Mondragon, uma cooperativa multinacional espanhola, onde atuam mais de 74.000 pessoas.

As decisões que se tomam de forma democrática facilitam a garantia de trabalho e pessoas melhor pagas, com equidade.

Na possibilidade de os políticos darem prioridade para financiar e fomentar modelos cooperativos, poderíamos ter melhores soluções para o setor, o que hoje não acontece. De modo contrário a fome fiscal não respeita nem a Constituição e nem as Leis que premiariam as cooperativas com alguns benefícios.

DESPREPARO DOS SÓCIOS NAS COOPERATIVAS

Opinião do Dr. Tito Armando Rossi*

A partir de meados do século XVI o sistema mercantilista de economia dominada absolutamente pela monarquia foi sendo substituído pelo capitalismo em que os meios de produção pertencem ao capital. Esse sistema permite o surgimento de inúmeros empreendimentos através da livre iniciativa competindo entre si pela preferência de consumidores. Sua força maior está na produtividade pelo estímulo superior ao investimento em trabalho e recursos naqueles projetos que se evidenciam lucrativos. Seu inconveniente está em que a divisão entre proprietários controladores e trabalhadores assalariados tende a provocar grande desequilíbrio econômico, apenas, precariamente ressarcido por benefícios sociais.

A contestação mais radical a esse sistema surgiu com a doutrina comunista adotada pela União Soviética a partir de 1922. Ela tem como características principais o monopólio dos meios de produção pelo Estado e submissão a um Partido Único. A falta de liberdade, corrupção e incapacidade para atender as demandas da população conduziram à derrocada.

Nas empresas de economia mista se combinam recursos do Estado com os de particulares. O sistema pode apresentar as vantagens de ambas empresas, todavia, frequentemente registra os seus maiores vícios.

O cooperativismo moderno surgiu na Inglaterra na década de 1840. Caracteriza-se fundamentalmente pela constituição de empresas por seus próprios executores que têm peso igual nas votações e recebem o retorno das sobras operacionais proporcionalmente à produção de cada um. A nossa legislação cooperativista, ao ser elaborada, considerou as cooperativas como um sistema auxiliar. Conquanto bem concebida, tende a restringir seu desenvolvimento. Atualmente, considerando os diversos ramos e proficiências que as cooperativas passaram a abranger, a lei deveria ser adequada com a agregação de novas sublegendas e prerrogativas.

O sistema cooperativista é democratizante, com potencial superior para oferecer equilíbrio entre os participantes. Pode-se afirmar que seu crescimento se dá em velocidade inferior ao que seria desejável. A maior dificuldade, talvez, resida no despreparo por parte dos próprios sócios para o sistema. Nossa cultura estabelece para os não dirigentes papel somente reivindicatório, contrário à posição de quem tem o poder de decidir. Entre outras condições, é preciso dispor-se a deliberar com responsabilidade, principalmente em situações de perdas.

Nessas circunstâncias, o IBRASCOOP merece a maior consideração. Possivelmente, não haja fator mais relevante para conquista de uma sociedade progressista e harmônica do que o alcance de uma cultura cujo esboço preponderante seja o da cooperação.

*Tito Armando Rossi é cooperativista, tendo produzido livros e artigos importantes sobre cooperativismo. Foi presidente da Unimed Nordeste RS, e um dos seus fundadores.

Espírito Cooperativo

A Aliança Cooperativa Internacional (ACI), organiza neste mês de novembro de 2017, a sua Assembleia Geral, este ano na Malásia.
É um programa intenso de assuntos variados e importantes, tratando das atualizações que precisamos incrementar nas Cooperativas.
O foco principal do encontro, e o próprio título traz a frase “Cooperativas: Colocando as pessoas no centro do desenvolvimento.”
Esta é a frase que muitas Cooperativas não aplicam no seu dia a dia. Estamos interessados mais em cuidar as Cooperativas como empresa e sua administração, do que Cooperativas como um grupo de pessoas de interesses comuns, buscando progredir e melhorar suas condições de vida (através da produção e consequente ganho, obviamente).
É necessário reativar o espírito cooperativo!

Brasil, celeiro do mundo.

Referido como o “celeiro do mundo”, o Brasil recebe 50% de seus alimentos das 1.543 cooperativas agrícolas do país. O setor cooperativo emprega 361 mil pessoas e 6,2% dos brasileiros estão associados a uma cooperativa. Mais de 70% do consumo alimentar do país é doméstico. Além disso, as cooperativas são responsáveis ​​por mais de US $ 5,2 bilhões em exportações.

Cooperativas em Tempo de Crise

Tempos difíceis

Tempos difíceis!

O momento brasileiro, todos sabemos e sentimos, é de crise. Um dos pontos de impacto é a dificuldade de conseguir ou manter o emprego e a produção.

As cooperativas, sendo uma associação de pessoas com interesses comuns, pode ser um caminho alternativo. É uma forma democrática, com a participação livre dos sócios, aos quais presta serviços, sem fins lucrativos. É uma forma de empreendimento que visa facilitar o acesso aos mercados, de forma organizada, aos associados.

Podemos participar de diversos modelos de cooperativa, entre elas:

Cooperativa de consumo – tem o objetivo de facilitar a compra em grupo, a preços menores.

Cooperativa de crédito – funciona como banco, porém com mais facilidade para a obtenção de crédito, com encargos menores que os praticados pelos bancos.

Cooperativa de produção – permite que cada sócio some sua produtividade com os cooperados e amplie a possibilidade de acesso aos mercados concorrentes.

Cooperativa de trabalho – promove a aglutinação de forças para oferecer serviços de qualidade à comunidade e com retorno financeiro compatível. Abre maior mercado de trabalho, principalmente no período inicial de ingresso, quando não se é conhecido na comunidade.

As cooperativas apresentam algumas características importantes que devem ser conhecidas de todos, principalmente dos sócios:

  • É uma sociedade de pessoas.
  • O objetivo principal é a prestação de serviços.
  • Pode ter um número ilimitado de cooperados.
  • O controle é democrático: uma pessoa, um voto.
  • Nas assembleias, o quórum é baseado no número de cooperados.
  • Não é permitida a transferência das quotas-par­tes a terceiros, estranhos à sociedade.
  • Retorno proporcional ao valor das operações.
  • Não está sujeita à falência.
  • Constitui-se por intermédio da assembleia dos fundadores ou por instrumento público, e seus atos constitutivos devem ser arquivados na Jun­ta Comercial e publicados.
  • Devem ostentar a expressão “cooperativa” em sua denominação.
  • Neutralidade política e não discriminação religiosa, social e racial.
  • Indivisibilidade do fundo de reserva entre os sócios, ainda que em caso de dissolução da sociedade.

Muitas empresas com dificuldades financeiras, viabilizaram sua continuidade através da formação de uma cooperativa. É uma alternativa para manter em funcionamento as atividades. Os cooperados ficam responsáveis pela gestão e conservam sua remuneração, e os donos da propriedade recebem aluguel pela propriedade.

Cooperativa, opção em tempo de crise!

Como será tua cooperativa em 2020?

 

Na recente AsMonique Lerouxsembleia Geral da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), realizada na Turquia, a preocupação foi, entre outros assuntos, se o movimento cooperativo tem futuro. Temas em destaque: Identidade cooperativa, sustentabilidade, negócios cooperativos, defesa das cooperativas, etc.

Monique Leroux, canadense, foi eleita presidente da ACI nessa Assembleia. Alguns dos seus projetos contemplam: aumentar ações locais e a intercooperação; aumentar o apoio de entidades internacionais para o movimento ser mais conhecido e melhorar a difusão do cooperativismo pela participação mais efetiva nessas entidades; dar valor ao desenvolvimento sustentável e à responsabilidade social; solidificar o movimento cooperativo, com foco na criação de empregos.

Da Assembleia Geral foram emitidas notas de orientação sobre o que significa ser cooperativa. Essas notas refletem as mudanças na sociedade, as preocupações com o meio ambiente, a mudança na legislação em matéria comercial e financeira. Foram concebidas para adaptação das cooperativas em suas formulações de políticas, e aos seus legisladores.