ELEIÇÕES EM COOPERATIVAS MÉDICAS

 

No mês de março de cada ano renova o Conselho Fiscal das Cooperativas Médicas Unimed – Operadoras de Planos de Saúde – cuja abrangência cobre quase todos municípios do território brasileiro.

Na região nordeste do Rio Grande do Sul, temos uma cooperativa (singular Unimed Nordeste RS), que abrange 17 municípios. É uma operadora entre as maiores do Brasil.

Destacamos, na foto, os membros do Conselho Fiscal para o ano de 2019: Efetivos: Dr. Walter Praetzel Porto, Dra. Zenia De Stefani,
Dr. Pedro Inacio Mezzomo; Suplentes: Dr. André Germano dos Santos Leite, Dra. Fabiane Fabris, Dra. Fabiane Rigotti Sotoriva.

Núcleo Cooperativista Habitacional

O  Núcleo Cooperativista Habitacional de Farroupilha (NUCHAFAR) concentra dez Cooperativas: Águas Claras, Bona Vitta, Esperança, Imigrantes, Monte Cristo, Novo Amanhã, Portal Nascente, Terra Gaúcha, Vinhedos, e Praia Farroupilha.

O Núcleo oferece apoio, destacando o contábil e jurídico, facilitando que as Cooperativas atuem de forma correta. Na coordenação do Núcleo estão Luiz Henrique Verner e Dilço Batista Rodrigues.

No dia 14 de abril de 2018, tendo como local a Câmara de Vereadores de Farroupilha, foi realizado encontro com Cooperativistas da região, tendo apoio do SESCOOP para apresentação sobre “Funções do Conselho Fiscal e do Conselho de Administração”. Na continuidade do mesmo evento, fez-se presente o IBRASCOOP, através dos seus membros Edson Luiz Doncatto e Pedro Inacio Mezzomo, discorrendo sobre “Cooperativas: Um desafio”.

Todos os presentes compreendem a função social das Cooperativas, prezando pela atividade correta, de modo que os sócios das Cooperativas locais concretizem o sonho de ter seu pedacinho de terra e sua moradia.

De 32 para 1200 sócios

No ano de 2017 a Unimed Nordeste RS (com sede em Caxias do Sul, e abrangendo 17 municípios), completou 45 anos de atividade ininterrupta.

Começou em 1972 com 32 sócios médicos (hoje são mais de 1200), sendo a 41ª Unimed criada sob o espírito cooperativista.

Elaborei um Mapa Mental descrevendo as principais informações desse período, o que mostra os bons resultados obtidos pela Cooperativa, que atua como Operadora de Plano de Saúde, sendo a segunda maior do estado do Rio Grande do Sul.

Clique o endereço a seguir:  https://www.goconqr.com/pt-BR/p/3085169

ou veja a figura abaixo:

Cooperativas em perigo

Número de OPS ativas
Número de OPS ativas – Clique no gráfico para ampliar.

Há uma grande preocupação, no meio médico e entre clientes de Operadoras de Planos de Saúde, sobre a viabilidade das Cooperativas Médicas. Cabe lembrar que quando foi instituída a Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS – pela Lei nº 9.961, de 28 de janeiro de 2000, existiam cerca de duas mil Operadoras de Planos de Saúde, num ambiente sem controle algum. Em março de 2016 estavam em atividade apenas 806, sendo 349 Cooperativas Unimed. Quantas das operadoras do ano 2000 que saíram do mercado eram cooperativas médicas Unimed?

Portanto, é descabido dizer que o sistema cooperativo de saúde está definhando. Temos dificuldades, internas e externas, nada diferentes de outras empresas, considerando principalmente a situação difícil do país.

Lembrar que as Unimeds formam uma rede ampla em toda extensão brasileira.

Essas dificuldades exigem comprometimento dos cooperados para gerar propostas e resultados positivos.

Resistimos porque vivemos a própria comunidade, porque as cooperativas de saúde são a maior oportunidade de trabalho na região sul do Brasil, porque os clientes apoiam a qualificação e os investimentos para o seu bem.

Cooperativas em Tempo de Crise

Tempos difíceis

Tempos difíceis!

O momento brasileiro, todos sabemos e sentimos, é de crise. Um dos pontos de impacto é a dificuldade de conseguir ou manter o emprego e a produção.

As cooperativas, sendo uma associação de pessoas com interesses comuns, pode ser um caminho alternativo. É uma forma democrática, com a participação livre dos sócios, aos quais presta serviços, sem fins lucrativos. É uma forma de empreendimento que visa facilitar o acesso aos mercados, de forma organizada, aos associados.

Podemos participar de diversos modelos de cooperativa, entre elas:

Cooperativa de consumo – tem o objetivo de facilitar a compra em grupo, a preços menores.

Cooperativa de crédito – funciona como banco, porém com mais facilidade para a obtenção de crédito, com encargos menores que os praticados pelos bancos.

Cooperativa de produção – permite que cada sócio some sua produtividade com os cooperados e amplie a possibilidade de acesso aos mercados concorrentes.

Cooperativa de trabalho – promove a aglutinação de forças para oferecer serviços de qualidade à comunidade e com retorno financeiro compatível. Abre maior mercado de trabalho, principalmente no período inicial de ingresso, quando não se é conhecido na comunidade.

As cooperativas apresentam algumas características importantes que devem ser conhecidas de todos, principalmente dos sócios:

  • É uma sociedade de pessoas.
  • O objetivo principal é a prestação de serviços.
  • Pode ter um número ilimitado de cooperados.
  • O controle é democrático: uma pessoa, um voto.
  • Nas assembleias, o quórum é baseado no número de cooperados.
  • Não é permitida a transferência das quotas-par­tes a terceiros, estranhos à sociedade.
  • Retorno proporcional ao valor das operações.
  • Não está sujeita à falência.
  • Constitui-se por intermédio da assembleia dos fundadores ou por instrumento público, e seus atos constitutivos devem ser arquivados na Jun­ta Comercial e publicados.
  • Devem ostentar a expressão “cooperativa” em sua denominação.
  • Neutralidade política e não discriminação religiosa, social e racial.
  • Indivisibilidade do fundo de reserva entre os sócios, ainda que em caso de dissolução da sociedade.

Muitas empresas com dificuldades financeiras, viabilizaram sua continuidade através da formação de uma cooperativa. É uma alternativa para manter em funcionamento as atividades. Os cooperados ficam responsáveis pela gestão e conservam sua remuneração, e os donos da propriedade recebem aluguel pela propriedade.

Cooperativa, opção em tempo de crise!

O Futuro das Unimed’s, se…

Edson Luiz Doncatto Presidente do IBRASCOOP edsondoncatto@gmail.com
Edson Luiz Doncatto
Presidente do IBRASCOOP
edsondoncatto@gmail.com
   As OPS, operadoras de planos de saúde, incluindo as Unimed’s, perderam o foco da qualidade no atendimento aos clientes. Os clientes acham a cobertura da saúde cara e entendem que não estão sendo atendidos adequadamente, tanto em serviços particulares como nos serviços públicos. Soma-se também o fato de que a demanda pelo atendimento é grande o provoca espera pelo atendimento.
   O médico (boa parte) trabalha descontente, porque o valor dado ao seu trabalho é baixo. Nas Unimed’s o médico é sócio, permite reivindicar, noutras operadoras é credenciado, e não é conveniente reclamar porque talvez seja dispensado!
   Com relação à remuneração do trabalho médico é muito intrigante, que nas cooperativas de saúde, incluindo Unimed’s, a forma de remuneração do trabalho é linear, não importando o grau de dificuldade e o tempo necessário para sua execução e nem a experiência de quem a pratica, e muito menos se o médico é ou não especialista. Nos outros ramos do cooperativismo, por exemplo, nas cooperativas de produção, o produto é pago pelo seu grau de qualidade e classificação. Veja-se o exemplo do leite: de acordo com sua classificação tem valor diferenciado, pois na sua produção os cuidados e a forma de produzi-lo foram diferentes. Não quero comparar consulta médica com produção de leite, porém temos que achar uma maneira de remunerar de forma diferenciada a atividade médica de algumas especialidades. Alguma coisa precisa ser mudada, pois não podemos continuar com o rótulo de cooperativa, tratando de forma igual, as atividades complexas que exigem uma série de requisitos desiguais. Em algumas atitudes somos cooperativa e em outras não, que paradoxo…
   A nossa forma de gestão do negócio precisa ser revista urgentemente, porque como está se individualizam os ganhos e se socializam os custos. Não há incentivo ao comprometimento. Não se oportuniza ao sócio a chance de aumentar ou diminuir seus ganhos em decorrência do resultado do seu trabalho.
   O desafio é: Como tornar o sócio da cooperativa Unimed feliz por ainda ter a sua entidade, que vai ao mercado de alto risco dos planos de saúde, e que possa lhe oferecer trabalho com melhor remuneração do mercado brasileiro. Não esqueçamos nunca que existe um cliente pagando o plano de saúde, que requer cada vez mais atenção. Os clientes não trocam de plano por causa do controle da Agência Nacional de Saúde, nem pelos preços da concorrência, e sim pela nossa incapacidade de retê-los, onde é de fundamental importância a relação médico-paciente.
   Diante disso, o que fazer? Mudar a forma de remuneração do trabalho médico. Separar, dentro da própria Unimed, quem quer ser médico sócio da cooperativa e quem quer ser só credenciado. Os médicos que assumem o risco do negócio, os atuais sócios, serão tratados como sócios de uma cooperativa e os demais terão a garantia de atender os beneficiários da Unimed, porém na condição de credenciados. Mas, isto é assunto para outra ocasião.

RAMOS DO COOPERATIVISMO BRASILEIRO

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Agropecuário
Reunindo produtores rurais, agropastoris e de pesca, esse ramo foi por muitas décadas sinônimo de cooperativismo no país, tamanha sua importância e força na economia. As cooperativas caracterizavam-se pelos serviços prestados aos associados, como recebimento ou comercialização da produção conjunta, armazenamento e industrialização, além da assistência técnica, educacional e até social. Ainda é o ramo de maior expressão econômica no cooperativismo, com significativa participação na economia nacional, inclusive na balança comercial.

Consumo
Inicialmente formado por cooperativas fechadas (exclusivas para atender a funcionários de empresas), chegou a ter centenas em meados do século 20. Porém, o início da incidência do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), a partir do Decreto-Lei 406/68, atingiu duramente o ramo. Os preços deixaram de ser competitivos e a maioria das cooperativas fechou as portas. As que resistiram tornaram-se abertas (atendem toda a comunidade). Hoje, o ramo busca fortalecimento e competitividade, modernizando sua administração e investindo em capacitação e treinamento de funcionários.
Crédito
Um dos primeiros ramos a se organizar no país, atua no crédito rural e urbano. Foi praticamente extinto pelo governo, entre as décadas de 1960 e 1980. Nos anos 90, o ramo se reestruturou. Com o objetivo de facilitar o acesso dos associados ao mercado financeiro com melhores condições que as instituições bancárias tradicionais, hoje o ramo está consolidado e é um dos que mais crescem no país. Possui três sistemas – Sicredi, Sicoob e Unicred – e dois bancos cooperativos – Bansicredi e Bancoob.
Educacional
A primeira cooperativa educacional do Brasil surgiu em 1982, quando o primeiro grupo de pais se reuniu e decidiu formar uma escola. O objetivo das cooperativas educacionais é unir ensino de boa qualidade e preço justo. Assim, pais de alunos ou professores formam e administram as escolas cooperativas, promovendo a educação com base na democracia e na cooperação, sem estimular a competição.
Especial
Fundamentado pela lei 9.867/99, esse ramo se constitui de cooperativas formadas por pessoas em situação de desvantagem, como deficiência física, sensorial e psíquica, ex-condenados ou condenados a penas alternativas, dependentes químicos e adolescentes a partir de 16 anos em difícil situação familiar, econômica, social ou afetiva. As cooperativas atuam visando à inserção no mercado de trabalho desses indivíduos, geração de renda e a conquista da sua cidadania.
Habitacional
As cooperativas habitacionais têm como objetivo viabilizar moradia aos associados. Seu diferencial é a construção de habitações a preço justo, abaixo do de mercado, pois não visam ao lucro. Inseridas num contexto social que aponta déficit nacional de mais de seis milhões de moradias, as cooperativas habitacionais podem se constituir em todas as classes sociais. A primeira cooperativa surgiu em 1951, mas o ramo se organizou como tal em 1992.
Infraestrutura
Formado hoje por cooperativas de eletrificação rural, esse ramo existe desde 1941 e atende, principalmente, às pequenas e médias propriedades rurais. As cooperativas preenchem uma lacuna das concessionárias de energia nas regiões de baixo consumo. Além da construção de redes, as cooperativas são responsáveis pela produção, geração, manutenção, operação e distribuição da energia elétrica.
Mineral
Previsto na Constituição Federal de 1988, esse ramo atua na pesquisa, extração, lavra, industrialização, comércio, importação e exportação de produtos minerais. De grande alcance social, está presente, principalmente, nas pequenas e médias jazidas, que não despertam interesse das grandes mineradoras.
Produção
Estimula o empreendedorismo em que um grupo de profissionais, com objetivos comuns na exploração de diversas atividades produtivas, se reúne para produzir bens e produtos como donos do seu próprio negócio. A ênfase maior do ramo Produção está nos setores da agropecuária e industrial.
Saúde
As cooperativas médicas existiam há três décadas quando o ramo, genuinamente brasileiro, foi desmembrado do ramo Trabalho, em 1996, devido à sua força e representatividade. Reúne profissionais especializados na promoção da saúde humana, como médicos, dentistas, psicólogos e outros profissionais. Uma das maiores operadoras de planos de saúde do país é um Sistema Cooperativo (Unimed).
Trabalho
Associação de profissionais de atividades afins para a prestação de serviços. Tem muito espaço para se fortalecer, com o cenário de enxugamento de vagas no mercado formal de trabalho. É a saída contra a informalidade, mas ainda carece de legislação regulamentadora.
Transporte
Composto por cooperativas de transporte de carga e passageiros – táxis e vans inclusos – é outro desmembramento do ramo Trabalho. Mais novo dos ramos, foi criado em 2002. Já nasceu forte e estruturado.
Turismo e Lazer
Em processo de estruturação, foi criado em 2000, durante Assembléia Geral Ordinária da OCB. Respaldado no enorme potencial turístico brasileiro, visa à prestação de serviços turísticos, artísticos, de entretenimento, esportes e hotelaria por profissionais dessas áreas.