VISÃO COOPERATIVISTA DA NOVA REALIDADE MUNDIAL – Parte 2

(©Texto Edson Luiz Doncatto- parte 2)

Qual será o caminho a percorrer para constituir uma Cooperativa de Trabalho, com grande potencial de proporcionar aos seus sócios ingresso no mercado de trabalho?

Antes de conhecer todas as características do modelo cooperativo e tomar a decisão de torná-la realidade é preciso que algumas etapas sejam percorridas. O primeiro passo é escolher um local onde serão obtidos os conhecimentos sobre cooperativismo. Conhecemos os cursos oferecidos por algumas universidades e entidades ligadas ao cooperativismo, porém de acesso restrito aos poucos interessados.

No congresso da OCB – Organização das Cooperativas Brasileiras – de 11/09/2010, dentre as diretrizes aprovadas está a de criar e consolidar a Frencoop (Frente Parlamentar do Cooperativismo) a nível Federal, Estadual e Municipal. Esta proposta diz respeito a criação das frentes parlamentares, em cada município, neste caso nas Câmaras de Vereadores.

Projetos e propostas existem, porém na prática pouco é realizado. O que de fato precisa acontecer é um Curso de Formação Cooperativista, seja de iniciativa da Câmara de Vereadores, do Poder Executivo Municipal, ou outra entidade ligada ou reconhecida pelo sistema cooperativo como a OCERGS – Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul.

A criação de um curso continuado, de duas a quatro horas por semana, seria um bom projeto para iniciar o processo de educação e formação cooperativista.

Como propor a alguém que participe de uma cooperativa sem saber do que se trata e como funciona? Não existe milagre de transformar as pessoas, de uma hora para outra, em cooperativista, sem que essa pessoa receba os conhecimentos para tomar decisões sobre o negócio que vai constituir. Se uma Cooperativa de Trabalho é uma alternativa para ter um trabalho e renda para si e sua família é FUNDAMENTAL que lhes sejam fornecidos esses conhecimentos.

Em resumo, se não houver conhecimento sobre o cooperativismo este projeto já nasceu morto. Se não tiver nenhuma entidade ou nenhum órgão público que patrocine o custo deste projeto, não adianta mostrar o que isto significará na vida de cada um dos sócios. Mas para isto estas pessoas precisam entender e se convencer que este modelo cooperativo terá êxito.

                           “Uma atitude, mesmo que a menos acertada, é melhor do que não fazer nada.”

    (Farroupilha, 09 de junho de 2020, 48º ano da criação da Unimed Nordeste RS. Grande Cooperativa Médica da região Sul, de importância nacional).

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