Dificuldades no modelo de cooperativismo da saúde

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Ainda que tenha tomado algumas informações em notícias sobre este assunto, as opiniões correspondem com meu pensamento, e decorrem muito da experiência acumulada junto ao sistema cooperativo de saúde brasileiro.

A análise das nossas instituições mostra debilidades que devemos combater e corrigir imediatamente, tendo como objetivo reforçar o nosso modelo de cooperativismo.

Devemos nos adaptar ao mercado, que nos impõe dificuldades de diversas origens – concorrência, judicialização, interferência governamental, etc. São ameaças ao nosso modelo e exigem atuar em consonância com o mercado, sem perdermos a essência do cooperativismo.

Vamos unir nossas forças – aumentar a integração, para reagirmos – encontrando alternativas viáveis para o momento.

As oportunidades continuam presentes, para quem busca novos caminhos, em benefício das pessoas.

Vale lembrar que algumas dificuldades aparentam ser maiores que de fato o são. Enquanto isso, desdenhamos fatores menores, que impactam mais no sistema cooperativo. Devemos estudar o entorno.

A sociedade não tem consciência do valor das cooperativas. Não somos visíveis à sociedade, como cooperativas. Conhecem bem a marca e pouco do movimento do setor.

Os governos, nos diversos níveis, não demostram atuação proativa com relação às cooperativas. O setor público aparenta ter medo de perder seu valor no setor de saúde. Compete e se torna em competidor desigual com o setor privado (alternativo). Sim, alternativo, porque os órgãos controladores nos denominam suplementar, o que na prática são somos.

Há necessidade de melhor governança nas nossas organizações, permitindo inovação contínua.

Os inúmeros atos legais de controle tornam a legislação confusa e espoliadora, na medida que contratos e compromissos bilaterais prévios se tornam de pouco valor, o que leva a discussões judiciais cansativas e desgastantes, em todos os sentidos.

Muitos acreditam que não somos um sistema autossustentável, que não vamos sobreviver. Mas lembremos bons resultados. Os casos ruins são em bem menor número.

O setor público não investe em cooperativas de saúde, o que talvez tornaria a viabilidade mais frequente, o que proporcionaria melhor atendimento da população e atuaria como auxiliar na cobertura à saúde nacional.

Quem é responsável pela saúde da população? São diversos os participantes: usuários, trabalhadores da saúde, médicos, etc. Compreendendo que essa atividade melhora a saúde das comunidades, que busca um menor custo, que aprecia a participação de seus membros, que ajuda a desenvolver as comunidades, é imprescindível que o setor público também seja parte efetiva objetivando a participação e a satisfação da sociedade.

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MÉDICOS E USUÁRIOS NA GESTÃO DAS OPERADORAS DE SAÚDE

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É imprescindível, principalmente no momento atual, que as Operadoras de Planos de Saúde, inclusive as Cooperativas Médicas, melhorem seu canal de comunicação usando ferramentas de informação e formação dos seus players.

O cooperativismo na área da saúde evoluiu intensamente no Brasil e em outros países importantes, entre os quais destacamos Espanha, Canadá, Argentina e Japão.

A identidade do cooperativismo é fundamental para um mundo solidário, inclusive quanto à saúde das pessoas.

Porém, esse movimento requer não só profissionais, usuários, tecnologia, hospitais, mas também a valorização e o estímulo aos sócios cooperados e usuários, para que participem de um sistema de gestão conjunta, sem intermediários do capital, nem das instituições públicas, buscando mais valor ao trabalho e menos custo final.

Usuários e médicos deveriam ser os únicos responsáveis nessas Operadoras de Planos de Saúde. É a participação do usuário não só como paciente, mas também como ator/gestor do sistema.

Função do Cooperado, Direitos e Deveres

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O Cooperado tem a função de dono e usuário da sua sociedade. Vai além, é responsável pela execução dos objetivos definidos em estatuto.

O Cooperado deve se organizar em Comitês, Conselhos, Núcleos, Comissões contribuindo com a administração para que esta tome as decisões corretas e representativas da vontade da maioria dos sócios, para que esta não tome decisões pessoais.

Todos devem decidir, para que tenha mais eficiência, controle interno e comunicação saudável. Sendo dono, preciso saber e preciso participar.

Alguns dos deveres: Participar das Assembleias, acatar decisões da maioria, votar, denunciar falhas, estar informado a respeito da Cooperativa, participar de eventos de educação cooperativista e complementar ao objeto social. Minha Cooperativa exige qualidade nos serviços que presto, portanto, deve ser facilitadora na obtenção de maior conhecimento.

E, alguns dos direitos: Receber retorno proporcional às operações, examinar documentos, solicitar esclarecimentos à Diretoria e Conselhos, defender suas ideias, ter apoio educacional e social para um futuro mais estável.

Precisamos entender a dimensão e a importância da cooperativa, e o quanto dependemos dela. É PRECISO DEFENDER IDEIAS E PARTICIPAR.

( Contato: pimezzomo@yahoo.com.br )

 

Cooperativas de Saúde x Serviço Público

 

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Ainda que existam elogiáveis exceções no Serviço Público de Saúde, de modo geral este não cumpre suas obrigações constitucionais.

Abriu-se, então, um espaço para empresas operarem na Saúde Suplementar.

Por que as Cooperativas do Setor Saúde são as melhores aliadas da administração pública, no âmbito de saúde? Porque o modelo cooperativista está fundamentado em valores como solidariedade, equidade, reciprocidade, oferecendo serviços de alta qualidade aos cidadãos. Cobre a falha pública, e são parceiras em muitos projetos sociais.

E, as Cooperativas de Saúde ganharam confiança da população mostrando que sabem fazer modelos amplos de atendimento.  Inclui aqui a Atenção Primária à Saúde, que é um ponto de interesse atual e em plena organização e desenvolvimento. Inclui investimentos em Serviços Próprios (verticalização), mais que qualquer outro grupo, inclusive órgãos públicos. Inclui investimentos e distribuição de renda regionalizada – as sobras ficam na própria comunidade, em serviços ou investimentos.

No entanto, as cooperativas precisam aperfeiçoar e atuar mais como Sistema, o que lhes dá mais segurança e poder frente aos concorrentes, diminuindo o risco empresarial, num mercado tão conturbado como vivemos hoje.

Qualidade e sustentabilidade econômica com vínculo cooperativista, esta é uma visão que manterá o sucesso junto aos clientes e manterá este segmento forte no Mercado.

O Futuro das Unimed’s, se…

Edson Luiz Doncatto Presidente do IBRASCOOP edsondoncatto@gmail.com
Edson Luiz Doncatto
Presidente do IBRASCOOP
edsondoncatto@gmail.com
   As OPS, operadoras de planos de saúde, incluindo as Unimed’s, perderam o foco da qualidade no atendimento aos clientes. Os clientes acham a cobertura da saúde cara e entendem que não estão sendo atendidos adequadamente, tanto em serviços particulares como nos serviços públicos. Soma-se também o fato de que a demanda pelo atendimento é grande o provoca espera pelo atendimento.
   O médico (boa parte) trabalha descontente, porque o valor dado ao seu trabalho é baixo. Nas Unimed’s o médico é sócio, permite reivindicar, noutras operadoras é credenciado, e não é conveniente reclamar porque talvez seja dispensado!
   Com relação à remuneração do trabalho médico é muito intrigante, que nas cooperativas de saúde, incluindo Unimed’s, a forma de remuneração do trabalho é linear, não importando o grau de dificuldade e o tempo necessário para sua execução e nem a experiência de quem a pratica, e muito menos se o médico é ou não especialista. Nos outros ramos do cooperativismo, por exemplo, nas cooperativas de produção, o produto é pago pelo seu grau de qualidade e classificação. Veja-se o exemplo do leite: de acordo com sua classificação tem valor diferenciado, pois na sua produção os cuidados e a forma de produzi-lo foram diferentes. Não quero comparar consulta médica com produção de leite, porém temos que achar uma maneira de remunerar de forma diferenciada a atividade médica de algumas especialidades. Alguma coisa precisa ser mudada, pois não podemos continuar com o rótulo de cooperativa, tratando de forma igual, as atividades complexas que exigem uma série de requisitos desiguais. Em algumas atitudes somos cooperativa e em outras não, que paradoxo…
   A nossa forma de gestão do negócio precisa ser revista urgentemente, porque como está se individualizam os ganhos e se socializam os custos. Não há incentivo ao comprometimento. Não se oportuniza ao sócio a chance de aumentar ou diminuir seus ganhos em decorrência do resultado do seu trabalho.
   O desafio é: Como tornar o sócio da cooperativa Unimed feliz por ainda ter a sua entidade, que vai ao mercado de alto risco dos planos de saúde, e que possa lhe oferecer trabalho com melhor remuneração do mercado brasileiro. Não esqueçamos nunca que existe um cliente pagando o plano de saúde, que requer cada vez mais atenção. Os clientes não trocam de plano por causa do controle da Agência Nacional de Saúde, nem pelos preços da concorrência, e sim pela nossa incapacidade de retê-los, onde é de fundamental importância a relação médico-paciente.
   Diante disso, o que fazer? Mudar a forma de remuneração do trabalho médico. Separar, dentro da própria Unimed, quem quer ser médico sócio da cooperativa e quem quer ser só credenciado. Os médicos que assumem o risco do negócio, os atuais sócios, serão tratados como sócios de uma cooperativa e os demais terão a garantia de atender os beneficiários da Unimed, porém na condição de credenciados. Mas, isto é assunto para outra ocasião.

RAMOS DO COOPERATIVISMO BRASILEIRO

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Agropecuário
Reunindo produtores rurais, agropastoris e de pesca, esse ramo foi por muitas décadas sinônimo de cooperativismo no país, tamanha sua importância e força na economia. As cooperativas caracterizavam-se pelos serviços prestados aos associados, como recebimento ou comercialização da produção conjunta, armazenamento e industrialização, além da assistência técnica, educacional e até social. Ainda é o ramo de maior expressão econômica no cooperativismo, com significativa participação na economia nacional, inclusive na balança comercial.

Consumo
Inicialmente formado por cooperativas fechadas (exclusivas para atender a funcionários de empresas), chegou a ter centenas em meados do século 20. Porém, o início da incidência do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), a partir do Decreto-Lei 406/68, atingiu duramente o ramo. Os preços deixaram de ser competitivos e a maioria das cooperativas fechou as portas. As que resistiram tornaram-se abertas (atendem toda a comunidade). Hoje, o ramo busca fortalecimento e competitividade, modernizando sua administração e investindo em capacitação e treinamento de funcionários.
Crédito
Um dos primeiros ramos a se organizar no país, atua no crédito rural e urbano. Foi praticamente extinto pelo governo, entre as décadas de 1960 e 1980. Nos anos 90, o ramo se reestruturou. Com o objetivo de facilitar o acesso dos associados ao mercado financeiro com melhores condições que as instituições bancárias tradicionais, hoje o ramo está consolidado e é um dos que mais crescem no país. Possui três sistemas – Sicredi, Sicoob e Unicred – e dois bancos cooperativos – Bansicredi e Bancoob.
Educacional
A primeira cooperativa educacional do Brasil surgiu em 1982, quando o primeiro grupo de pais se reuniu e decidiu formar uma escola. O objetivo das cooperativas educacionais é unir ensino de boa qualidade e preço justo. Assim, pais de alunos ou professores formam e administram as escolas cooperativas, promovendo a educação com base na democracia e na cooperação, sem estimular a competição.
Especial
Fundamentado pela lei 9.867/99, esse ramo se constitui de cooperativas formadas por pessoas em situação de desvantagem, como deficiência física, sensorial e psíquica, ex-condenados ou condenados a penas alternativas, dependentes químicos e adolescentes a partir de 16 anos em difícil situação familiar, econômica, social ou afetiva. As cooperativas atuam visando à inserção no mercado de trabalho desses indivíduos, geração de renda e a conquista da sua cidadania.
Habitacional
As cooperativas habitacionais têm como objetivo viabilizar moradia aos associados. Seu diferencial é a construção de habitações a preço justo, abaixo do de mercado, pois não visam ao lucro. Inseridas num contexto social que aponta déficit nacional de mais de seis milhões de moradias, as cooperativas habitacionais podem se constituir em todas as classes sociais. A primeira cooperativa surgiu em 1951, mas o ramo se organizou como tal em 1992.
Infraestrutura
Formado hoje por cooperativas de eletrificação rural, esse ramo existe desde 1941 e atende, principalmente, às pequenas e médias propriedades rurais. As cooperativas preenchem uma lacuna das concessionárias de energia nas regiões de baixo consumo. Além da construção de redes, as cooperativas são responsáveis pela produção, geração, manutenção, operação e distribuição da energia elétrica.
Mineral
Previsto na Constituição Federal de 1988, esse ramo atua na pesquisa, extração, lavra, industrialização, comércio, importação e exportação de produtos minerais. De grande alcance social, está presente, principalmente, nas pequenas e médias jazidas, que não despertam interesse das grandes mineradoras.
Produção
Estimula o empreendedorismo em que um grupo de profissionais, com objetivos comuns na exploração de diversas atividades produtivas, se reúne para produzir bens e produtos como donos do seu próprio negócio. A ênfase maior do ramo Produção está nos setores da agropecuária e industrial.
Saúde
As cooperativas médicas existiam há três décadas quando o ramo, genuinamente brasileiro, foi desmembrado do ramo Trabalho, em 1996, devido à sua força e representatividade. Reúne profissionais especializados na promoção da saúde humana, como médicos, dentistas, psicólogos e outros profissionais. Uma das maiores operadoras de planos de saúde do país é um Sistema Cooperativo (Unimed).
Trabalho
Associação de profissionais de atividades afins para a prestação de serviços. Tem muito espaço para se fortalecer, com o cenário de enxugamento de vagas no mercado formal de trabalho. É a saída contra a informalidade, mas ainda carece de legislação regulamentadora.
Transporte
Composto por cooperativas de transporte de carga e passageiros – táxis e vans inclusos – é outro desmembramento do ramo Trabalho. Mais novo dos ramos, foi criado em 2002. Já nasceu forte e estruturado.
Turismo e Lazer
Em processo de estruturação, foi criado em 2000, durante Assembléia Geral Ordinária da OCB. Respaldado no enorme potencial turístico brasileiro, visa à prestação de serviços turísticos, artísticos, de entretenimento, esportes e hotelaria por profissionais dessas áreas.

Nova Logomarca do Cooperativismo

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União e força. Estas duas palavras representam a nova logomarca do movimento cooperativista mundial. O anúncio da nova identidade visual foi feito pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI) na Conferência Mundial, em novembro de 2013 na Cidade do Cabo (África do Sul).

A nova logomarca – que substitui a bandeira do arco-íris com pássaros – traz a tipologia da palavra coop. São elos elos de uma corrente representando a união e a força do cooperativismo. Foi criada pela cooperativa inglesa Calverts e contou com a consultoria da empresa Guerrini Island Design. Além disso, a composição da marca envolveu pesquisas e opiniões de cooperativistas de 86 países.

De acordo com a ACI, a nova marca tem como missão mostrar os ideais cooperativistas. “Esta logomarca chega em um momento em que o cooperativismo mundial pede por uma identidade única. Acreditamos que qualquer pessoa ao redor do mundo reconhecerá o cooperativismo nesta marca”, afirmou Dame Pauline Green.

As diversas imagens, ao longo da história, ajudaram o cooperativismo a transmitir sua mensagem. Abelhas, círculos, mãos e o arco-íris já fizeram a sua parte. O lado mais emocionante desta marca é a possibilidade de ser usada por qualquer cooperativa ou representação cooperativista, pois pode ser compartilhada e identificada em qualquer lugar.