G20 + D20

O G20 é um fórum que, desde 2008, reúne os principais países industrializados e emergentes do planeta.

Criado inicialmente para enfrentar a crise financeira mundial se tornou um fórum para abordar as grandes questões econômicas a nível global.

Juntas, as economias do G20 (19 países + União Europeia) representam dois terços da população mundial, 80% do comércio e 85% da riqueza produzida.

Os países membros são, por ordem de importância econômica: Estados Unidos, China, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Índia, Brasil, Itália, Canadá, Coreia do Sul, Rússia, Austrália, México, Indonésia, Turquia, Arábia Saudita, Argentina e África do Sul.

Um grupo denominado B20 dá suporte ao G20, através de diferentes interesses e propostas políticas, e fomenta o diálogo entre legisladores, empresas e sociedade civil.

A mudança demográfica, o envelhecimento da população, o aumento da esperança de vida, a crescente demanda de produtos e serviços de saúde, confirmam uma carga mais alta para o sistema de saúde de muitos países e para os sistemas de atendimento.

Devido esse impacto, as empresas do setor são indispensáveis para assegurar a contribuição ao crescimento econômico e o desenvolvimento sustentável.

O grupo B20, no fórum de 2017, elaborou recomendações sobre temas como resistência a antibióticos, pandemias, enfermidades tropicais, saúde digital, inovação em saúde. Dentro destes assuntos as cooperativas de saúde foram reconhecidas como um modelo empresarial que facilita o acesso à assistência em cerca de 100 milhões de locais do mundo.

Como resultado foi incluído um documento com propostas de política econômica para o setor.

Foi lembrada também a participação das pequenas e médias empresas, e o emprego da educação no interesse social.

Está nas mãos dos governos atenderem recomendações do B20, apostando nas cooperativas como modelo de empresa na área de saúde, que tem se mostrado sustentável e dentro de sua vocação social.

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Brasil, celeiro do mundo.

Referido como o “celeiro do mundo”, o Brasil recebe 50% de seus alimentos das 1.543 cooperativas agrícolas do país. O setor cooperativo emprega 361 mil pessoas e 6,2% dos brasileiros estão associados a uma cooperativa. Mais de 70% do consumo alimentar do país é doméstico. Além disso, as cooperativas são responsáveis ​​por mais de US $ 5,2 bilhões em exportações.

Podemos transformar a comunidade!

Os momentos desfavoráveis podem ser fator de transformação, permitindo que as cooperativas, com seu poder de integrar pessoas de mesmos objetivos, gerem resultados e se tornem mais eficazes, na conquista do bem comum.

Acima de tudo, permitem participação crítica dos seus sócios, podendo satisfazer suas necessidades, no todo ou em parte.

Melhores resultados obteríamos se o privado (cooperativas) tivesse mais facilidade de parceria com o público (municipal, estadual ou federal).  Não é a nossa realidade brasileira.  Ao contrário, os conflitos maiores das cooperativas são no seu relacionamento com o setor público, que até fugindo o que determina a Lei das Cooperativas e a Constituição, dificultam a gestão empresarial cooperativa.

Todos sabemos que no setor agropecuário está o forte do cooperativismo. Mas, lembremos das cooperativas de crédito, de trabalho, de saúde, entre outros ramos.

O setor saúde, citando como exemplo, na região nordeste do Rio Grande do Sul está impulsionando a melhoria técnica, oferecendo ambiente de trabalho mais confortável e oferta de maiores e melhores serviços, com a implantação de mais uma unidade, que é a ampliação do Hospital Unimed Nordeste RS, em Caxias do Sul. O foco desta ampliação é o atendimento ambulatorial e o atendimento materno-infantil. Áreas frágeis da região. Que apoio público temos?

Não tendo esse apoio, precisamos de uma construção coletiva, comunitária e solidária. Eis a dificuldade. Precisamos resolver os conflitos internos e externos, e entender que a discordância de opiniões não significa desconstrução. Pode ser, no entanto, fator de melhoria e maior participação. Afinal, o exercício democrático também é solidariedade. E permite reinventar o momento difícil que todos estamos acompanhando.

Não somos obrigados a querer transformar o planeta

 

“Não somos obrigados a querer transformar o planeta, basta querer mudar as coisas erradas onde estivermos.” Monique Coleman

 

É notório que na economia moderna o desequilíbrio social está crescendo. Esta disparidade entrega o exercício do poder ao dinheiro, honestamente adquirido ou, na atual situação brasileira, ao desonestamente obtido. Estes desonestos se intitulam formadores de opinião e defensores do povo, em verdade são forjadores de ilusões.

Difícil viver um ambiente saudável, de altruísmo, de amizade, de união, quando o momento é de jogos de interesse, de oposição ao coletivo, de só querer possuir. Sem moral.

Cada um de nós deve ter o seu direito à educação, à saúde, ao trabalho, a ser um indivíduo digno. Isso só alcançaremos pela solidariedade, pela honestidade conosco e com os outros.

Repensar o cooperativismo deve fazer parte do nosso momento, atuar no desenvolvimento da comunidade e na esperança das pessoas, para podermos atingir o destino que queremos.

Cada um assumindo sua responsabilidade: Critique, mas trabalhe para melhorar!

Encontro das Cooperativas em Quebec

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Em outubro de 2016 aconteceu em Quebec (Canadá) a 3ª Reunião Internacional de Cooperativas, sob os cuidados da Aliança Cooperativa Internacional.

O foco do encontro foi o “poder de atuar”. Lembrando que a importância do movimento cooperativo se destaca por se compor de mais de 2,5 milhões de empresas, por mais de um bilhão de sócios, e por movimentar 15 % da economia mundial.

O acesso à assistência sanitária e aos serviços sociais foi uma das áreas centrais do evento, junto com outros pontos como emprego, alimentação, pobreza, inclusão financeira, mudanças climáticas, desenvolvimento sustentável.

Houve comprometimento em levar melhor distribuição geográfica dos serviços, em benefício a áreas menos favorecidas, e incentivar a prevenção na saúde.

Também foi abordado o assunto colaboração entre cooperativas de saúde e as administrações públicas, e a gestão compartilhada entre usuários e profissionais da saúde.

Portanto, nosso setor continua participativo e importante, nos incentivando a continuar.

Cooperativas em perigo

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Número de OPS ativas – Clique no gráfico para ampliar.

Há uma grande preocupação, no meio médico e entre clientes de Operadoras de Planos de Saúde, sobre a viabilidade das Cooperativas Médicas. Cabe lembrar que quando foi instituída a Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS – pela Lei nº 9.961, de 28 de janeiro de 2000, existiam cerca de duas mil Operadoras de Planos de Saúde, num ambiente sem controle algum. Em março de 2016 estavam em atividade apenas 806, sendo 349 Cooperativas Unimed. Quantas das operadoras do ano 2000 que saíram do mercado eram cooperativas médicas Unimed?

Portanto, é descabido dizer que o sistema cooperativo de saúde está definhando. Temos dificuldades, internas e externas, nada diferentes de outras empresas, considerando principalmente a situação difícil do país.

Lembrar que as Unimeds formam uma rede ampla em toda extensão brasileira.

Essas dificuldades exigem comprometimento dos cooperados para gerar propostas e resultados positivos.

Resistimos porque vivemos a própria comunidade, porque as cooperativas de saúde são a maior oportunidade de trabalho na região sul do Brasil, porque os clientes apoiam a qualificação e os investimentos para o seu bem.

Dificuldades no modelo de cooperativismo da saúde

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Ainda que tenha tomado algumas informações em notícias sobre este assunto, as opiniões correspondem com meu pensamento, e decorrem muito da experiência acumulada junto ao sistema cooperativo de saúde brasileiro.

A análise das nossas instituições mostra debilidades que devemos combater e corrigir imediatamente, tendo como objetivo reforçar o nosso modelo de cooperativismo.

Devemos nos adaptar ao mercado, que nos impõe dificuldades de diversas origens – concorrência, judicialização, interferência governamental, etc. São ameaças ao nosso modelo e exigem atuar em consonância com o mercado, sem perdermos a essência do cooperativismo.

Vamos unir nossas forças – aumentar a integração, para reagirmos – encontrando alternativas viáveis para o momento.

As oportunidades continuam presentes, para quem busca novos caminhos, em benefício das pessoas.

Vale lembrar que algumas dificuldades aparentam ser maiores que de fato o são. Enquanto isso, desdenhamos fatores menores, que impactam mais no sistema cooperativo. Devemos estudar o entorno.

A sociedade não tem consciência do valor das cooperativas. Não somos visíveis à sociedade, como cooperativas. Conhecem bem a marca e pouco do movimento do setor.

Os governos, nos diversos níveis, não demostram atuação proativa com relação às cooperativas. O setor público aparenta ter medo de perder seu valor no setor de saúde. Compete e se torna em competidor desigual com o setor privado (alternativo). Sim, alternativo, porque os órgãos controladores nos denominam suplementar, o que na prática são somos.

Há necessidade de melhor governança nas nossas organizações, permitindo inovação contínua.

Os inúmeros atos legais de controle tornam a legislação confusa e espoliadora, na medida que contratos e compromissos bilaterais prévios se tornam de pouco valor, o que leva a discussões judiciais cansativas e desgastantes, em todos os sentidos.

Muitos acreditam que não somos um sistema autossustentável, que não vamos sobreviver. Mas lembremos bons resultados. Os casos ruins são em bem menor número.

O setor público não investe em cooperativas de saúde, o que talvez tornaria a viabilidade mais frequente, o que proporcionaria melhor atendimento da população e atuaria como auxiliar na cobertura à saúde nacional.

Quem é responsável pela saúde da população? São diversos os participantes: usuários, trabalhadores da saúde, médicos, etc. Compreendendo que essa atividade melhora a saúde das comunidades, que busca um menor custo, que aprecia a participação de seus membros, que ajuda a desenvolver as comunidades, é imprescindível que o setor público também seja parte efetiva objetivando a participação e a satisfação da sociedade.

MÉDICOS E USUÁRIOS NA GESTÃO DAS OPERADORAS DE SAÚDE

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É imprescindível, principalmente no momento atual, que as Operadoras de Planos de Saúde, inclusive as Cooperativas Médicas, melhorem seu canal de comunicação usando ferramentas de informação e formação dos seus players.

O cooperativismo na área da saúde evoluiu intensamente no Brasil e em outros países importantes, entre os quais destacamos Espanha, Canadá, Argentina e Japão.

A identidade do cooperativismo é fundamental para um mundo solidário, inclusive quanto à saúde das pessoas.

Porém, esse movimento requer não só profissionais, usuários, tecnologia, hospitais, mas também a valorização e o estímulo aos sócios cooperados e usuários, para que participem de um sistema de gestão conjunta, sem intermediários do capital, nem das instituições públicas, buscando mais valor ao trabalho e menos custo final.

Usuários e médicos deveriam ser os únicos responsáveis nessas Operadoras de Planos de Saúde. É a participação do usuário não só como paciente, mas também como ator/gestor do sistema.

Função do Cooperado, Direitos e Deveres

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O Cooperado tem a função de dono e usuário da sua sociedade. Vai além, é responsável pela execução dos objetivos definidos em estatuto.

O Cooperado deve se organizar em Comitês, Conselhos, Núcleos, Comissões contribuindo com a administração para que esta tome as decisões corretas e representativas da vontade da maioria dos sócios, para que esta não tome decisões pessoais.

Todos devem decidir, para que tenha mais eficiência, controle interno e comunicação saudável. Sendo dono, preciso saber e preciso participar.

Alguns dos deveres: Participar das Assembleias, acatar decisões da maioria, votar, denunciar falhas, estar informado a respeito da Cooperativa, participar de eventos de educação cooperativista e complementar ao objeto social. Minha Cooperativa exige qualidade nos serviços que presto, portanto, deve ser facilitadora na obtenção de maior conhecimento.

E, alguns dos direitos: Receber retorno proporcional às operações, examinar documentos, solicitar esclarecimentos à Diretoria e Conselhos, defender suas ideias, ter apoio educacional e social para um futuro mais estável.

Precisamos entender a dimensão e a importância da cooperativa, e o quanto dependemos dela. É PRECISO DEFENDER IDEIAS E PARTICIPAR.

( Contato: pimezzomo@yahoo.com.br )