Núcleo Cooperativista Habitacional

O  Núcleo Cooperativista Habitacional de Farroupilha (NUCHAFAR) concentra dez Cooperativas: Águas Claras, Bona Vitta, Esperança, Imigrantes, Monte Cristo, Novo Amanhã, Portal Nascente, Terra Gaúcha, Vinhedos, e Praia Farroupilha.

O Núcleo oferece apoio, destacando o contábil e jurídico, facilitando que as Cooperativas atuem de forma correta. Na coordenação do Núcleo estão Luiz Henrique Verner e Dilço Batista Rodrigues.

No dia 14 de abril de 2018, tendo como local a Câmara de Vereadores de Farroupilha, foi realizado encontro com Cooperativistas da região, tendo apoio do SESCOOP para apresentação sobre “Funções do Conselho Fiscal e do Conselho de Administração”. Na continuidade do mesmo evento, fez-se presente o IBRASCOOP, através dos seus membros Edson Luiz Doncatto e Pedro Inacio Mezzomo, discorrendo sobre “Cooperativas: Um desafio”.

Todos os presentes compreendem a função social das Cooperativas, prezando pela atividade correta, de modo que os sócios das Cooperativas locais concretizem o sonho de ter seu pedacinho de terra e sua moradia.

Anúncios

Muito nas mãos de poucos.

O abandono do campo, entendido como migração de pessoas das regiões interioranas para centros maiores ou grandes centros, é fato.

Vemos aqui o motivo principal: quase ausência de apoio público e quase inexistente investimento na infraestrutura para facilitação das atividades de produção e logística; e no atendimento às necessidades pessoais de educação, saúde, etc.

A migração para centros maiores é pela busca de emprego e pela facilidade de obter acesso à educação, à saúde, entre outros fatores.

A agricultura como motor mundial sofre a característica de permitir que grandes produtores (incluídas aqui grandes empresas), passem a dominar o setor. Maior produção com menor custo? Sim, porém com reduzida mão-de-obra.

Um desejado crescimento regional depende de incentivo governamental, dos diversos tipos, entre os quais, proteção em caso de riscos climáticos, logística para estoques e deslocamentos, medidas econômicas e fiscais incentivadoras.

Sofrem os grandes centros com a migração de populações, por ser necessário investir pesadamente em infraestrutura que atenda a mínima condição humana de moradia e de oportunidades.

Ricos x Cooperativas… Hoje!

 

 

Os pequenos suportando os grandes!

A concentração da riqueza em poucos multimilionários, é a maior já conhecida na história.  Com pequena parcela dessa riqueza poderia ser eliminada a pobreza extrema do mundo:  Mais de 80% da riqueza mundial concentrou em 1% dos mais ricos.

A diminuição das desigualdades exige que sejam disseminadas amplamente as oportunidades, os produtos e os serviços.

Outrossim, alguns empresários entendem que modelos de participação dos empregados resultam em comércio justo, obtendo melhores resultados com essa atitude.

Empresas de propriedade dos empregados geram maior crescimento e melhores salários. Muitos textos lembram o exemplo de Mondragon, uma cooperativa multinacional espanhola, onde atuam mais de 74.000 pessoas.

As decisões que se tomam de forma democrática facilitam a garantia de trabalho e pessoas melhor pagas, com equidade.

Na possibilidade de os políticos darem prioridade para financiar e fomentar modelos cooperativos, poderíamos ter melhores soluções para o setor, o que hoje não acontece. De modo contrário a fome fiscal não respeita nem a Constituição e nem as Leis que premiariam as cooperativas com alguns benefícios.

Resumindo Opiniões.

 

 

 

A solidariedade globalizada é um importante papel das Cooperativas:

Desenvolve comunidades locais; atua com soluções de bem-estar, sobretudo na área da saúde; sua economia tem mais relação com a justiça social; harmoniza o trabalho com a vida familiar, na maioria dos casos; investe em soluções colocando em comum os meios da atividade.

Ao oferecer melhores condições de negócios/trabalho estamos colaborando para o progresso do grupo de sócios e suas comunidades.

A história mostra que nos momentos difíceis a solução comunitária veio como cooperação mútua.

Conselho Fiscal

Destacam-se como das mais importantes atividades nas Cooperativas a formação e a informação.

Como parte do trabalho do IBRASCOOP, estamos divulgando material que interessa aos Cooperativistas. Hoje, sobre Conselho Fiscal.

Trata-se de uma função que poucos se interessam em participar, mas que é fundamental para o bom andamento da Cooperativa.

Abra neste endereço eletrônico https://ibrascoop.com/2018/02/12/conselho-fiscal/  (  GoConqr – CONSELHO FISCAL )   e tenha um Mapa Mental desenvolvido por Marcos Protzen, que mostra as funções do Conselho Fiscal.

De 32 para 1200 sócios

No ano de 2017 a Unimed Nordeste RS (com sede em Caxias do Sul, e abrangendo 17 municípios), completou 45 anos de atividade ininterrupta.

Começou em 1972 com 32 sócios médicos (hoje são mais de 1200), sendo a 41ª Unimed criada sob o espírito cooperativista.

Elaborei um Mapa Mental descrevendo as principais informações desse período, o que mostra os bons resultados obtidos pela Cooperativa, que atua como Operadora de Plano de Saúde, sendo a segunda maior do estado do Rio Grande do Sul.

Clique o endereço a seguir:  https://www.goconqr.com/pt-BR/p/3085169

ou veja a figura abaixo:

DESPREPARO DOS SÓCIOS NAS COOPERATIVAS

Opinião do Dr. Tito Armando Rossi*

A partir de meados do século XVI o sistema mercantilista de economia dominada absolutamente pela monarquia foi sendo substituído pelo capitalismo em que os meios de produção pertencem ao capital. Esse sistema permite o surgimento de inúmeros empreendimentos através da livre iniciativa competindo entre si pela preferência de consumidores. Sua força maior está na produtividade pelo estímulo superior ao investimento em trabalho e recursos naqueles projetos que se evidenciam lucrativos. Seu inconveniente está em que a divisão entre proprietários controladores e trabalhadores assalariados tende a provocar grande desequilíbrio econômico, apenas, precariamente ressarcido por benefícios sociais.

A contestação mais radical a esse sistema surgiu com a doutrina comunista adotada pela União Soviética a partir de 1922. Ela tem como características principais o monopólio dos meios de produção pelo Estado e submissão a um Partido Único. A falta de liberdade, corrupção e incapacidade para atender as demandas da população conduziram à derrocada.

Nas empresas de economia mista se combinam recursos do Estado com os de particulares. O sistema pode apresentar as vantagens de ambas empresas, todavia, frequentemente registra os seus maiores vícios.

O cooperativismo moderno surgiu na Inglaterra na década de 1840. Caracteriza-se fundamentalmente pela constituição de empresas por seus próprios executores que têm peso igual nas votações e recebem o retorno das sobras operacionais proporcionalmente à produção de cada um. A nossa legislação cooperativista, ao ser elaborada, considerou as cooperativas como um sistema auxiliar. Conquanto bem concebida, tende a restringir seu desenvolvimento. Atualmente, considerando os diversos ramos e proficiências que as cooperativas passaram a abranger, a lei deveria ser adequada com a agregação de novas sublegendas e prerrogativas.

O sistema cooperativista é democratizante, com potencial superior para oferecer equilíbrio entre os participantes. Pode-se afirmar que seu crescimento se dá em velocidade inferior ao que seria desejável. A maior dificuldade, talvez, resida no despreparo por parte dos próprios sócios para o sistema. Nossa cultura estabelece para os não dirigentes papel somente reivindicatório, contrário à posição de quem tem o poder de decidir. Entre outras condições, é preciso dispor-se a deliberar com responsabilidade, principalmente em situações de perdas.

Nessas circunstâncias, o IBRASCOOP merece a maior consideração. Possivelmente, não haja fator mais relevante para conquista de uma sociedade progressista e harmônica do que o alcance de uma cultura cujo esboço preponderante seja o da cooperação.

*Tito Armando Rossi é cooperativista, tendo produzido livros e artigos importantes sobre cooperativismo. Foi presidente da Unimed Nordeste RS, e um dos seus fundadores.

Ariel Guarco é o novo presidente da Aliança Cooperativa Internacional

A Assembleia realizada em Kuala Lumpur conduziu o argentino Ariel Guarco à presidência da Aliança Cooperativa Internacional.

Clique no endereço abaixo:

http://www.cooperar.coop/ariel-guarco-es-el-nuevo-presidente-de-la-alianza-cooperativa-internacional/

Espírito Cooperativo

A Aliança Cooperativa Internacional (ACI), organiza neste mês de novembro de 2017, a sua Assembleia Geral, este ano na Malásia.
É um programa intenso de assuntos variados e importantes, tratando das atualizações que precisamos incrementar nas Cooperativas.
O foco principal do encontro, e o próprio título traz a frase “Cooperativas: Colocando as pessoas no centro do desenvolvimento.”
Esta é a frase que muitas Cooperativas não aplicam no seu dia a dia. Estamos interessados mais em cuidar as Cooperativas como empresa e sua administração, do que Cooperativas como um grupo de pessoas de interesses comuns, buscando progredir e melhorar suas condições de vida (através da produção e consequente ganho, obviamente).
É necessário reativar o espírito cooperativo!

Unir para competir!

 

Diz o ditado popular que a união faz a força. Na Serra, existem diferentes casos de cooperativas que decidiram somar esforços para criar uma única estrutura. Redução de custos e aumento da competitividade são alguns aspectos que motivam decisões do tipo.

O setor vitivinícola é o que mais chama a atenção neste aspecto. A Serra já contou com mais de 20 cooperativas neste ramo e agora soma oito marcas. O caso mais recente de fusão é o da Nova Aliança, de Flores da Cunha, que foi forjada a partir de cinco negócios espalhados por Caxias do Sul (Aliança e São Victor), Farroupilha (Linha Jacinto) e Flores da Cunha (Santo Antônio e São Pedro).

O projeto de união começou a ser pensando em 2008, em um momento de dificuldade econômica mundial, e saiu do papel três anos mais tarde. Porém, apenas em 2014, com a construção de uma nova planta industrial, a Nova Aliança se consolidou. A empresa resultante desse processo conta com 850 associados e terá um faturamento de R$ 180 milhões em 2017, incremento de 15% frente à temporada anterior. É a segunda maior no segmento, atrás somente da Aurora.

Se continuassem separadas, as empresas estariam em apuros, avalia o presidente da Nova Aliança, Alceu Dalle Molle. 

– É difícil dizer que as cinco fechariam, mas com certeza teriam grandes dificuldades. Juntos temos muito mais força.

Com a operação unificada em Flores da Cunha, diversos imóveis pertencentes às cinco marcas estão ociosos. A expectativa é de negociar, nos próximos anos, seis unidades e arrecadar mais de R$ 40 milhões. Os recursos seriam investidos na aquisição de equipamentos e em melhorias estruturais.

Outro caso de incorporação na Serra teve como protagonista o Sicredi. A Pioneira, sediada em Nova Petrópolis, absorveu a operação de Caxias do Sul em 2010.

– O grande benefício da união é enxugar a estrutura administrativa. Da porta para a fora, os associados nem percebem a mudança. O fato de não ter duplicidade nos cargos e na estrutura nos trouxe uma economia de R$ 5 milhões ao ano – relata Márcio Port, presidente da Sicredi Pioneira.

Antes da junção, as duas unidades computavam 72 mil associados. Neste ano, a Pioneira soma 125 mil. O volume de recursos depositados mais que dobrou, saindo de R$ 915 milhões para R$ 2,2 bilhões, entre 2011 e 2017. Já a carteira de crédito passou de R$ 465 milhões para R$ 830 milhões.

Texto resumido a partir de publicação no Jornal Pioneiro de Caxias do Sul (http://pioneiro.clicrbs.com.br/especiais-pio/maisserra/11/central.html) e OCERGS (Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul).