Não somos obrigados a querer transformar o planeta

 

“Não somos obrigados a querer transformar o planeta, basta querer mudar as coisas erradas onde estivermos.” Monique Coleman

 

É notório que na economia moderna o desequilíbrio social está crescendo. Esta disparidade entrega o exercício do poder ao dinheiro, honestamente adquirido ou, na atual situação brasileira, ao desonestamente obtido. Estes desonestos se intitulam formadores de opinião e defensores do povo, em verdade são forjadores de ilusões.

Difícil viver um ambiente saudável, de altruísmo, de amizade, de união, quando o momento é de jogos de interesse, de oposição ao coletivo, de só querer possuir. Sem moral.

Cada um de nós deve ter o seu direito à educação, à saúde, ao trabalho, a ser um indivíduo digno. Isso só alcançaremos pela solidariedade, pela honestidade conosco e com os outros.

Repensar o cooperativismo deve fazer parte do nosso momento, atuar no desenvolvimento da comunidade e na esperança das pessoas, para podermos atingir o destino que queremos.

Cada um assumindo sua responsabilidade: Critique, mas trabalhe para melhorar!

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Cooperativas em perigo

Número de OPS ativas
Número de OPS ativas – Clique no gráfico para ampliar.

Há uma grande preocupação, no meio médico e entre clientes de Operadoras de Planos de Saúde, sobre a viabilidade das Cooperativas Médicas. Cabe lembrar que quando foi instituída a Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS – pela Lei nº 9.961, de 28 de janeiro de 2000, existiam cerca de duas mil Operadoras de Planos de Saúde, num ambiente sem controle algum. Em março de 2016 estavam em atividade apenas 806, sendo 349 Cooperativas Unimed. Quantas das operadoras do ano 2000 que saíram do mercado eram cooperativas médicas Unimed?

Portanto, é descabido dizer que o sistema cooperativo de saúde está definhando. Temos dificuldades, internas e externas, nada diferentes de outras empresas, considerando principalmente a situação difícil do país.

Lembrar que as Unimeds formam uma rede ampla em toda extensão brasileira.

Essas dificuldades exigem comprometimento dos cooperados para gerar propostas e resultados positivos.

Resistimos porque vivemos a própria comunidade, porque as cooperativas de saúde são a maior oportunidade de trabalho na região sul do Brasil, porque os clientes apoiam a qualificação e os investimentos para o seu bem.

Dificuldades no modelo de cooperativismo da saúde

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Ainda que tenha tomado algumas informações em notícias sobre este assunto, as opiniões correspondem com meu pensamento, e decorrem muito da experiência acumulada junto ao sistema cooperativo de saúde brasileiro.

A análise das nossas instituições mostra debilidades que devemos combater e corrigir imediatamente, tendo como objetivo reforçar o nosso modelo de cooperativismo.

Devemos nos adaptar ao mercado, que nos impõe dificuldades de diversas origens – concorrência, judicialização, interferência governamental, etc. São ameaças ao nosso modelo e exigem atuar em consonância com o mercado, sem perdermos a essência do cooperativismo.

Vamos unir nossas forças – aumentar a integração, para reagirmos – encontrando alternativas viáveis para o momento.

As oportunidades continuam presentes, para quem busca novos caminhos, em benefício das pessoas.

Vale lembrar que algumas dificuldades aparentam ser maiores que de fato o são. Enquanto isso, desdenhamos fatores menores, que impactam mais no sistema cooperativo. Devemos estudar o entorno.

A sociedade não tem consciência do valor das cooperativas. Não somos visíveis à sociedade, como cooperativas. Conhecem bem a marca e pouco do movimento do setor.

Os governos, nos diversos níveis, não demostram atuação proativa com relação às cooperativas. O setor público aparenta ter medo de perder seu valor no setor de saúde. Compete e se torna em competidor desigual com o setor privado (alternativo). Sim, alternativo, porque os órgãos controladores nos denominam suplementar, o que na prática são somos.

Há necessidade de melhor governança nas nossas organizações, permitindo inovação contínua.

Os inúmeros atos legais de controle tornam a legislação confusa e espoliadora, na medida que contratos e compromissos bilaterais prévios se tornam de pouco valor, o que leva a discussões judiciais cansativas e desgastantes, em todos os sentidos.

Muitos acreditam que não somos um sistema autossustentável, que não vamos sobreviver. Mas lembremos bons resultados. Os casos ruins são em bem menor número.

O setor público não investe em cooperativas de saúde, o que talvez tornaria a viabilidade mais frequente, o que proporcionaria melhor atendimento da população e atuaria como auxiliar na cobertura à saúde nacional.

Quem é responsável pela saúde da população? São diversos os participantes: usuários, trabalhadores da saúde, médicos, etc. Compreendendo que essa atividade melhora a saúde das comunidades, que busca um menor custo, que aprecia a participação de seus membros, que ajuda a desenvolver as comunidades, é imprescindível que o setor público também seja parte efetiva objetivando a participação e a satisfação da sociedade.

MÉDICOS E USUÁRIOS NA GESTÃO DAS OPERADORAS DE SAÚDE

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É imprescindível, principalmente no momento atual, que as Operadoras de Planos de Saúde, inclusive as Cooperativas Médicas, melhorem seu canal de comunicação usando ferramentas de informação e formação dos seus players.

O cooperativismo na área da saúde evoluiu intensamente no Brasil e em outros países importantes, entre os quais destacamos Espanha, Canadá, Argentina e Japão.

A identidade do cooperativismo é fundamental para um mundo solidário, inclusive quanto à saúde das pessoas.

Porém, esse movimento requer não só profissionais, usuários, tecnologia, hospitais, mas também a valorização e o estímulo aos sócios cooperados e usuários, para que participem de um sistema de gestão conjunta, sem intermediários do capital, nem das instituições públicas, buscando mais valor ao trabalho e menos custo final.

Usuários e médicos deveriam ser os únicos responsáveis nessas Operadoras de Planos de Saúde. É a participação do usuário não só como paciente, mas também como ator/gestor do sistema.

Função do Cooperado, Direitos e Deveres

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O Cooperado tem a função de dono e usuário da sua sociedade. Vai além, é responsável pela execução dos objetivos definidos em estatuto.

O Cooperado deve se organizar em Comitês, Conselhos, Núcleos, Comissões contribuindo com a administração para que esta tome as decisões corretas e representativas da vontade da maioria dos sócios, para que esta não tome decisões pessoais.

Todos devem decidir, para que tenha mais eficiência, controle interno e comunicação saudável. Sendo dono, preciso saber e preciso participar.

Alguns dos deveres: Participar das Assembleias, acatar decisões da maioria, votar, denunciar falhas, estar informado a respeito da Cooperativa, participar de eventos de educação cooperativista e complementar ao objeto social. Minha Cooperativa exige qualidade nos serviços que presto, portanto, deve ser facilitadora na obtenção de maior conhecimento.

E, alguns dos direitos: Receber retorno proporcional às operações, examinar documentos, solicitar esclarecimentos à Diretoria e Conselhos, defender suas ideias, ter apoio educacional e social para um futuro mais estável.

Precisamos entender a dimensão e a importância da cooperativa, e o quanto dependemos dela. É PRECISO DEFENDER IDEIAS E PARTICIPAR.

( Contato: pimezzomo@yahoo.com.br )

 

Cooperativas em Tempo de Crise

Tempos difíceis

Tempos difíceis!

O momento brasileiro, todos sabemos e sentimos, é de crise. Um dos pontos de impacto é a dificuldade de conseguir ou manter o emprego e a produção.

As cooperativas, sendo uma associação de pessoas com interesses comuns, pode ser um caminho alternativo. É uma forma democrática, com a participação livre dos sócios, aos quais presta serviços, sem fins lucrativos. É uma forma de empreendimento que visa facilitar o acesso aos mercados, de forma organizada, aos associados.

Podemos participar de diversos modelos de cooperativa, entre elas:

Cooperativa de consumo – tem o objetivo de facilitar a compra em grupo, a preços menores.

Cooperativa de crédito – funciona como banco, porém com mais facilidade para a obtenção de crédito, com encargos menores que os praticados pelos bancos.

Cooperativa de produção – permite que cada sócio some sua produtividade com os cooperados e amplie a possibilidade de acesso aos mercados concorrentes.

Cooperativa de trabalho – promove a aglutinação de forças para oferecer serviços de qualidade à comunidade e com retorno financeiro compatível. Abre maior mercado de trabalho, principalmente no período inicial de ingresso, quando não se é conhecido na comunidade.

As cooperativas apresentam algumas características importantes que devem ser conhecidas de todos, principalmente dos sócios:

  • É uma sociedade de pessoas.
  • O objetivo principal é a prestação de serviços.
  • Pode ter um número ilimitado de cooperados.
  • O controle é democrático: uma pessoa, um voto.
  • Nas assembleias, o quórum é baseado no número de cooperados.
  • Não é permitida a transferência das quotas-par­tes a terceiros, estranhos à sociedade.
  • Retorno proporcional ao valor das operações.
  • Não está sujeita à falência.
  • Constitui-se por intermédio da assembleia dos fundadores ou por instrumento público, e seus atos constitutivos devem ser arquivados na Jun­ta Comercial e publicados.
  • Devem ostentar a expressão “cooperativa” em sua denominação.
  • Neutralidade política e não discriminação religiosa, social e racial.
  • Indivisibilidade do fundo de reserva entre os sócios, ainda que em caso de dissolução da sociedade.

Muitas empresas com dificuldades financeiras, viabilizaram sua continuidade através da formação de uma cooperativa. É uma alternativa para manter em funcionamento as atividades. Os cooperados ficam responsáveis pela gestão e conservam sua remuneração, e os donos da propriedade recebem aluguel pela propriedade.

Cooperativa, opção em tempo de crise!

Cooperativas de Saúde x Serviço Público

 

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Ainda que existam elogiáveis exceções no Serviço Público de Saúde, de modo geral este não cumpre suas obrigações constitucionais.

Abriu-se, então, um espaço para empresas operarem na Saúde Suplementar.

Por que as Cooperativas do Setor Saúde são as melhores aliadas da administração pública, no âmbito de saúde? Porque o modelo cooperativista está fundamentado em valores como solidariedade, equidade, reciprocidade, oferecendo serviços de alta qualidade aos cidadãos. Cobre a falha pública, e são parceiras em muitos projetos sociais.

E, as Cooperativas de Saúde ganharam confiança da população mostrando que sabem fazer modelos amplos de atendimento.  Inclui aqui a Atenção Primária à Saúde, que é um ponto de interesse atual e em plena organização e desenvolvimento. Inclui investimentos em Serviços Próprios (verticalização), mais que qualquer outro grupo, inclusive órgãos públicos. Inclui investimentos e distribuição de renda regionalizada – as sobras ficam na própria comunidade, em serviços ou investimentos.

No entanto, as cooperativas precisam aperfeiçoar e atuar mais como Sistema, o que lhes dá mais segurança e poder frente aos concorrentes, diminuindo o risco empresarial, num mercado tão conturbado como vivemos hoje.

Qualidade e sustentabilidade econômica com vínculo cooperativista, esta é uma visão que manterá o sucesso junto aos clientes e manterá este segmento forte no Mercado.

O Futuro das Unimed’s, se…

Edson Luiz Doncatto Presidente do IBRASCOOP edsondoncatto@gmail.com
Edson Luiz Doncatto
Presidente do IBRASCOOP
edsondoncatto@gmail.com
   As OPS, operadoras de planos de saúde, incluindo as Unimed’s, perderam o foco da qualidade no atendimento aos clientes. Os clientes acham a cobertura da saúde cara e entendem que não estão sendo atendidos adequadamente, tanto em serviços particulares como nos serviços públicos. Soma-se também o fato de que a demanda pelo atendimento é grande o provoca espera pelo atendimento.
   O médico (boa parte) trabalha descontente, porque o valor dado ao seu trabalho é baixo. Nas Unimed’s o médico é sócio, permite reivindicar, noutras operadoras é credenciado, e não é conveniente reclamar porque talvez seja dispensado!
   Com relação à remuneração do trabalho médico é muito intrigante, que nas cooperativas de saúde, incluindo Unimed’s, a forma de remuneração do trabalho é linear, não importando o grau de dificuldade e o tempo necessário para sua execução e nem a experiência de quem a pratica, e muito menos se o médico é ou não especialista. Nos outros ramos do cooperativismo, por exemplo, nas cooperativas de produção, o produto é pago pelo seu grau de qualidade e classificação. Veja-se o exemplo do leite: de acordo com sua classificação tem valor diferenciado, pois na sua produção os cuidados e a forma de produzi-lo foram diferentes. Não quero comparar consulta médica com produção de leite, porém temos que achar uma maneira de remunerar de forma diferenciada a atividade médica de algumas especialidades. Alguma coisa precisa ser mudada, pois não podemos continuar com o rótulo de cooperativa, tratando de forma igual, as atividades complexas que exigem uma série de requisitos desiguais. Em algumas atitudes somos cooperativa e em outras não, que paradoxo…
   A nossa forma de gestão do negócio precisa ser revista urgentemente, porque como está se individualizam os ganhos e se socializam os custos. Não há incentivo ao comprometimento. Não se oportuniza ao sócio a chance de aumentar ou diminuir seus ganhos em decorrência do resultado do seu trabalho.
   O desafio é: Como tornar o sócio da cooperativa Unimed feliz por ainda ter a sua entidade, que vai ao mercado de alto risco dos planos de saúde, e que possa lhe oferecer trabalho com melhor remuneração do mercado brasileiro. Não esqueçamos nunca que existe um cliente pagando o plano de saúde, que requer cada vez mais atenção. Os clientes não trocam de plano por causa do controle da Agência Nacional de Saúde, nem pelos preços da concorrência, e sim pela nossa incapacidade de retê-los, onde é de fundamental importância a relação médico-paciente.
   Diante disso, o que fazer? Mudar a forma de remuneração do trabalho médico. Separar, dentro da própria Unimed, quem quer ser médico sócio da cooperativa e quem quer ser só credenciado. Os médicos que assumem o risco do negócio, os atuais sócios, serão tratados como sócios de uma cooperativa e os demais terão a garantia de atender os beneficiários da Unimed, porém na condição de credenciados. Mas, isto é assunto para outra ocasião.

VAMOS SOBREVIVER

pexels-photo (2)O Brasil passa por um profundo momento de crise na economia devido aos gravíssimos problemas, um deles a falta de credibilidade nas ações do governo. Como ficamos?

Sabemos que desmandos e corrupção não é coisa inventada pelos atuais governantes brasileiros, mas sempre aconteceu. Algumas vezes de forma mais discreta e outras tão aberrantes e sem qualquer pudor, como atualmente.

Aos que ainda não leram, sugiro conhecer O Príncipe, livro escrito por Nicolau Maquiavel na Idade Média. Ele detalhou a verdade da ação política, e observa-se similaridade nos discursos atuais.

Os grandes empresários, com maior poder econômico, poderão optar por direcionar seus investimentos para outros países, mas a maioria de nós não tem esta mesma facilidade e então é o momento de pensar.

Pensar não significa colocar a cabeça no travesseiro, mas justamente o oposto, ou seja, reunir os profissionais e analisar tudo o que acontece, é identificar o melhor reposicionamento para que soframos menos com a crise, ou melhor, ver se há oportunidades no meio desta confusão.

Este é sim um momento de reduzir custos desnecessários, mas muito mais que isto é aproveitar melhor a estrutura existente, lançar novos desafios aos colaboradores, oferecer algo a mais ao cliente, abrir os olhos para ver coisas que passavam despercebidas.

Inove ao solicitar apoio de quem conhece muito a sua empresa e, portanto será desnecessário investir horas para o novo consultor compreender o funcionamento dela. Faça esta experiência e depois compartilhe os resultados. Santo de casa faz milagres se for invocado!

Compacto do artigo publicado por Gilmar Duarte, palestrante, contador, autor dos livros “Honorários Contábeis” e “Como Ganhar Dinheiro na Prestação de Serviços”.

 

Tudo sob controle

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(Pedro Inacio Mezzomo)

Quando a organização é por demais burocrática, com normas e sistemas restritivos, guiada pela intenção de ter tudo sob controle, estabelece que não haverá questionamentos. Daí, o nível de iniciativa é unicamente o que se manda fazer. A informação não circula e o ânimo é de fazer pouco, resignar-se e desconfiar.

A cultura baseada na confiança permite aproveitar energias e criatividade de todos. Não deve haver muitas regras, mas dose elevada de responsabilidade. Não há uma forma única de fazer as coisas, mas devemos confiar que o trabalho seja feito.

A censura reflete a falta de confiança de uma sociedade em si mesma.” Potter Stewart