(Texto de Pedro Inacio Mezzomo)
Os momentos desfavoráveis podem ser fator de transformação, permitindo que as cooperativas, com seu poder de integrar pessoas de mesmos objetivos, gerem resultados e se tornem mais eficazes, na conquista do bem comum.
Acima de tudo, permitem participação crítica dos seus sócios, podendo satisfazer suas necessidades, no todo ou em parte.
Melhores resultados obteríamos se o privado (cooperativas) tivesse mais facilidade de parceria com o público (municipal, estadual ou federal). Não é a nossa realidade brasileira. Ao contrário, os conflitos maiores das cooperativas são no seu relacionamento com o setor público, que até fugindo o que determina a Lei das Cooperativas e a Constituição, dificultam a gestão empresarial cooperativa.
Todos sabemos que no setor agropecuário está o forte do cooperativismo. Mas, lembremos das cooperativas de crédito, de trabalho, de saúde, entre outros ramos.
O setor saúde, citando como exemplo, na região nordeste do Rio Grande do Sul está impulsionando a melhoria técnica, oferecendo ambiente de trabalho mais confortável e oferta de maiores e melhores serviços, com a implantação de mais uma unidade, que é a ampliação do Hospital Unimed Nordeste RS, em Caxias do Sul. O foco desta ampliação é o atendimento ambulatorial e o atendimento materno-infantil. Áreas frágeis da região. Que apoio público temos?
Não tendo esse apoio, precisamos de uma construção coletiva, comunitária e solidária. Eis a dificuldade. Precisamos resolver os conflitos internos e externos, e entender que a discordância de opiniões não significa desconstrução. Pode ser, no entanto, fator de melhoria e maior participação. Afinal, o exercício democrático também é solidariedade. E permite reinventar o momento difícil que todos estamos acompanhando.